quinta-feira, 22 de setembro de 2011

CONSELHEIRO É AMEAÇADO, MAS TAREFA FOI CUMPRIDA


Na manhã do último sábado, o clima no Conselho Tutelar da Marambaia era tranquilo. Durante grande parte do dia em que o conselheiro Benilson Silva estava de plantão, o telefone havia tocado apenas algumas vezes e nenhum caso havia aparecido para que ele acompanhasse. Até às 10h30, ele não imaginava que receberia o caso que culminaria, três dias depois, em ameaças à sua vida.
O aviso veio por meio do vigilante, que o informou que representantes do Conselho Tutelar de Santa Izabel estavam no local para levar um termo de entrega de uma adolescente que teria sofrido abuso sexual. Foi somente após ouvir o depoimento da adolescente T., 14 anos, que descrevia casos de abusos sexuais sofridos por ela na Colônia Agrícola Heleno Fragoso, no complexo penitenciário de Americano, que ele teve noção da complexidade do caso. “Eu não imaginava que fosse algo assim”.
Diante da responsabilidade de garantir que se cumpram os direitos das crianças e adolescentes da sua área de atuação, adquirida por eleição para o cargo de conselheiro no mês de agosto deste ano, ele passou a acompanhar o caso.
Desde o encaminhamento de T. para a realização de exames médicos e prestação de depoimentos à Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data) até o direcionamento da adolescente à Casa de Passagem, ele foi o responsável e afirma que agiu dentro dos procedimentos estabelecidos no curso de formação pelo qual todos os conselheiros precisam passar. Missão cumprida. O caso está no comando da justiça e envolve vários órgãos. O conselheiro não tem dúvidas de que os procedimentos feitos pela entidade que representa foram corretos e cumpridos.
Apesar das ameaças de morte que recebe desde a última terça-feira, ele acredita que nada poderia ter sido feito para evitá-los. “Deus nos coloca nessas situações porque sabe que vamos levar até o fim”. Durante a entrevista à equipe do DIÁRIO, Benilson recebeu a ligação de um número restrito.
“São eles!”, afirmou. “Desde terça-feira estou recebendo essas ligações de números restritos. Eu atendi nas primeiras três vezes e era uma voz masculina me ameaçando”. As ligações lhe motivaram a fazer um Boletim de Ocorrência em que cita as ameaças, porém afirma que não deixará de acompanhar o caso, mesmo com interferências mínimas.
PERSISTÊNCIA
“Eu estou acompanhando o caso para garantir que os direitos da adolescente sejam garantidos”, afirma. “O conselho é um órgão independente, não existe afastamento de um conselheiro do caso. Além de conselheiro, eu sou coordenador do Conselho Tutelar I”.
De acordo com a integrante da Coordenação do Fórum Estadual de Direitos da Criança e do Adolescente, Nazaré Sá, os conselheiros tutelares são a porta de entrada para a garantia dos direitos da criança e do adolescente, porém, segundo ela, a atuação deles encerra no momento em que o adolescente é encaminhado aos órgãos competentes.
“A partir daí, o conselheiro tem apenas que acompanhar se houver denúncia de que a criança não está sendo bem tratada no Espaço de Acolhimento Institucional”.
Ela lembra ainda que os conselhos fazem parte de um sistema de garantia de direitos. “É preciso que o conselheiro saiba o limite do papel dele e dos outros atores”, acredita. “Se a criança já está na responsabilidade do abrigo, não é mais papel do conselheiro assumir o caso, porque, se ele fizer isso, passa a assumir outras tarefas que não são as dele”.  (Diário do Pará)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

POLÍCIA INVESTIGA ESTUPROS EM RECREIOS ALUCINÓGENOS' NO RIO


A Polícia Civil do Rio de Janeiro iniciou uma investigação sobre a participação de crianças e adolescentes no "recreio alucinógeno" na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Segundo reportagem do jornal O Dia, os jovens faziam rotineiras confraternizações com álcool e entorpecentes no parque de São Cristóvão, zona norte da capital.

A adolescente Z., 13 anos, afirmou ter sido atraída para o evento há cerca de um mês. Ela faltou à aula, foi embebedada, possivelmente drogada com o golpe conhecido como 'Boa noite, Cinderela', e sofreu violência sexual. Depois de ela ser socorrida em um hospital, a mãe de Z. procurou a Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), que instaurou inquérito para apurar o caso.


As investigações da DCAV apontaram para um terreno baldio, próximo à Quinta, que seria usado para os casos de abuso sexual. A estratégia dos estupradores seria para fugir da visão dos 12 guardas municipais e PMs que fazem rondas pelo local.

A delegada Alice Ferreira Vila da Cunha pediu informações aos hospitais municipais Souza Aguiar (Centro) e Salgado Filho (Méier) sobre atendimentos de adolescentes. "Quero saber de todos que foram socorridos alcoolizados ou com indícios de uso de drogas nas noites e madrugadas de sextas, sábados, domingos e segundas-feiras", explicou.
Por volta das 18h de uma das três sextas-feiras em que a reportagem esteve no parque, o menor R., 13 anos, uniformizado e com mochila da escola, contou que estava desde às 11h bebendo e brincando com os colegas de turma.

"Minha mãe pensa que eu estou na escola", admitiu. Outra adolescente de 15 anos disse que, para ela e os colegas, é comum faltar aula para se divertir na Quinta. "As aulas de sexta são de matérias fáceis."

Mesmo com muitos adolescentes admitindo que matam aula na Quinta, a Secretaria Municipal de Educação (SME), responsável por nove escolas vizinhas ao parque, informou que os colégios estão com os quadros de frequência normais.

A Secretaria de Estado de Educação, que responde por pelo menos por duas unidade próximas, disse, também por nota, que "a frequência dos alunos é normal às sextas-feiras". O órgão argumentou ainda que os colégios promovem reuniões periódicas com os responsáveis, quando é reforçada a importância da frequência.


CAMPANHA PROMOVE 19 DIAS DE ATIVISMO PARA PREVENÇÃO DO ABUSO E DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E JOVENS


No dia 19 de novembro, organizações sociais defensoras dos direitos humanos e ligadas ao direito de crianças e adolescentes celebram o Dia Mundial para a Prevenção do Abuso e da Violência contra Crianças e Jovens. Para reforçar a data e mobilizar a comunidade internacional, a Fundação Cúpula Mundial de 

Mulheres (WWSF, por sua sigla em inglês) lançou, neste ano, a Campanha 19 Dias de Ativismo para a Prevenção. A ação mundial ocorrerá entre os dias 1° e 19 de novembro.

Os interessados em participar da Campanha como membros da Coalizão WWSF 2011 têm até o dia 10 de outubro para se inscrever e apresentar atividades que serão desenvolvidas durante os Dias de Ativismo. As inscrições podem ser feitas no sítio da Fundação (http://www.woman.ch/).

De acordo com WWSF, a ideia é sensibilizar as pessoas para o tema da prevenção do abuso e da violência contra crianças e adolescentes. A Campanha, formada por uma coalizão internacional de diferentes entidades sociais, tem o objetivo de chamar a atenção para os problemas das violações aos direitos de crianças e adolescentes a fim de provocar governos e sociedades a mudar a situação.

“Sua meta é transformar a sociedade, mobilizar os agentes de prevenção a fim de criar consciência e um apoio da opinião pública a fim de melhores medidas de prevenção em nível nacional, regional e/ou internacional”, destaca WWSF.
Fazem parte dos 19 temas destacados na Campanha: castigo físico; abusos sexuais; intimidação e assédio; negligência; trabalho infantil; crianças-soldado; venda de crianças; prostituição infantil; pornografia infantil; tráfico de meninos e meninas; turismo sexual infantil; práticas tradicionais nefastas; doenças sexualmente transmissíveis; crianças de rua; uso de entorpecentes; fome/ desnutrição; internet; televisão, publicidade e filmes; e vídeo games e celulares.

Abuso e violência contra crianças e adolescentes

O abuso e a violência contra meninos e meninas seguem preocupantes em todo o mundo. Com base em informações da Organização das Nações Unidas (ONU), o “kit ação” da Campanha 19 Dias de Ativismo para a Prevenção revela que, por ano, cerca de 150 milhões de meninas e 73 milhões de meninos são vítimas de violação ou violência sexual.

Os dados não são mais animadores em relação à violência doméstica. 
Segundo o documento da Campanha, estima-se que entre 133 e 275 milhões de crianças são testemunhas de violência doméstica. Crianças de todas as regiões do mundo também reclamam de agressões físicas e psicológicas.
A maioria das violências contra os pequenos é produzida por pessoas que deveriam protegê-los, como pais, mães, professores/as, profissionais de centros juvenis e colegas de classe.



segunda-feira, 19 de setembro de 2011

POLÍCIA PRENDE PEDÓFILO QUE ABUSOU DE VÁRIAS CRIANÇAS

Ele trabalhava como vendedor de sorvete na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão



Policiais da 57ª DP (Nilópolis) prenderam na manhã desta segunda feira  Hélio Tomé, 41 anos. Ele é acusado de abusar sexualmente de várias crianças, inclusive sua sobrinhadurante três anos, e de sua filha, de 26 anos, quando ela tinha 6 anos.

Segundo os agentes, Hélio trabalhava como vendedor de sorvete na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, artifício usado por pedófilos para vender e dar guloseimas às crianças para atraí-las e praticar o crime.

Os policiais descobriram que a mãe da menor de 7 anos morreu quando a criança tinha três anos de idade. Na ocasião Helio Tomé, tio da menor, conseguiu a guarda da criança,  com aintenção de praticar o estupro. 

Após anos de abuso a vítima, agora com 10 anos, não suportando mais, fugiu para a casa da prima e contou o ocorrido. Ao saber que foi denunciado Hélio fugiu e encontrava-se foragido.

Ele também praticou diversos atos libidinosos durante um ano com a enteada, quando ela tinha sete anos. Agora ela está com 22 anos

O laudo prévio e o laudo definitivo deconjunção carnal confirmaram que a criança não é mais virgem  bastante tempo. Os agentes acreditam que Hélio tenha abusado sexualmente de outras crianças.

domingo, 18 de setembro de 2011

BANCO DE DADOS SOBRE PEDÓFILOS COMEÇA SER CRIADO EM MT


Ana Cristina Costa da Silva, 8, foi a vítima mais recente de um pedófilo assassino na Grande Cuiabá. O criminoso que ainda não foi identificado e preso coloca outras crianças em risco já que a repetição da ação é uma das principais características deste tipo de maníaco. 
O fato é que a menina, aos 3 anos, foi vítima de abuso sexual e a investigação não evoluiu na época, indicando a dificuldade para se chegar a autores deste tipo de crime que envolve, na maioria das vezes, pessoas do convívio familiar ou muito próximas das vítimas. 
A Polícia começou, recentemente, a implantar um sistema de banco de dados, com informações sobre pessoas que foram acusadas ou figuraram como suspeitas em crimes envolvendo o abuso sexual de crianças na Capital.
As primeiras informações são abastecidas pelo Núcleo de Inteligência (NI) da Delegacia Especializada de Defesa do Direito da Criança (Deddica), informou a delegada Liliana Muratta, titular da especializada. 
A delegacia aguarda ainda a instalação de um software para melhorar o sistema. Um dos entraves é a falta de pessoal, pois o abastecimento das informações depende de 2 policiais, que atuam no núcleo, em investigações.
Liliana explica que, em média, a delegacia recebe 200 boletins de ocorrências mensais, relacionados à violência física ou psicológica contra crianças. Este ano já instaurou 330 inquéritos para investigar crimes de um total de mais de 700 que estão em andamento. 
Das denúncias que chegam à Deddica, 60% envolvem abusos sexuais contras vítimas. Mas ela lembra que existe um universo imensurável de crimes que nunca chegam a ser denunciados.
Em relação ao banco de dados, a ideia é reunir o máximo de informações, com nomes de suspeitos ou de pessoas que foram denunciadas por abusos contra crianças. As fontes são os boletins de ocorrências, investigação de policiais nas ruas, além das informações passadas por conselheiros tutelares que atuam em todas as regiões da Capital.
Mesmo de forma embrionária, as informações de bancos de dados são um passo importante para a investigação de um crime, principalmente quando existem poucas pistas, explica o delegado Antônio Garcia de Mattos, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que apura a morte de Ana Cristina. 
Tanto que uma das hipóteses que vem sendo investigada é a possibilidade do crime estar ligado a outros 2 abusos de meninas, ocorridos na região do Distrito Industrial, em 2009.
Na época um maníaco violentou 2 meninas e as abandonou justamente na região em que o corpo de Ana Cristina foi achado. Com base em informações das vítimas sobreviventes foi elaborado um retrato falado do suspeito, que nas duas ocasiões colocou as vítimas dentro de um veículo que usou para transportá-las.
No caso de Ana, existem fortes indícios que o crime tenha sido praticado em outro local e o corpo tenha sido jogado onde foi achado. O delegado não descarta a hipótese de se tratar do mesmo maníaco, que por algum motivo, neste ataque, acabou matando a vítima, possivelmente por asfixia
Há 5 anos a família da menina também havia denunciado a suspeita de abuso, quando exames comprovaram que ela sofreu lesão na região do ânus. Não apresentava lesões em outras partes do corpo e nem sofreu conjunção carnal.

Fonte: A Gazeta


LEI PERMITE À MÃE ENTREGAR BEBÊ PARA ADOÇÃO


A notícia é triste, mas tem se tornado cada vez mais comum no Brasil. Praticamente toda semana o país registra um caso de bebê abandonado em sacos de lixo, terrenos baldios, lixeiras, quando não atirados em lagoas e rios. Por que isso acontece?

Talvez a explicação mais plausível seja a desinformação e o medo. Essas mães desconhecem a legislação e, por isso, incorrem em crime ao abandonar seus bebês à própria sorte. O ato configura abandono de incapaz e as infratoras podem ser penalizadas, inclusive responder por tentativa de homicídio.

Quem informa é Clelce da Costa Santilli, membro do Conselho Deliberativo do Adote (Grupo de Apoio à Adoção de Rio Claro). Segundo ela, caso a gestante decida entregar o filho para adoção, pode avisar a maternidade que não quer ficar com a criança. Nesse caso, explica Clelce, a equipe do hospital comunicará imediatamente a Vara da Infância e Juventude para que sejam tomadas as providências legais.

“Nesses casos, o recém-nascido é encaminhado para uma entidade de acolhimento de forma temporária, justamente para a genitora ter certeza de que tomou a decisão correta”, esclarece. “De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, antes de encaminhar uma criança para adoção, é preciso verificar se o pai ou familiares não podem ou tenham interesse de ficar com ela”, complementa.

Essa inovação foi implementada pela Lei Federal nº 12.010/2009, que não prevê punição para a mãe que decide entregar a criança para adoção. “A entrega da criança de acordo com a Lei 12.010 não é considerada crime, desde que a mesma seja feita de forma legal junto à Vara da Infância e Juventude”, salienta Clelce.

Ela ressalta que essa lei também prevê assistência psicológica à gestante ou mãe que entrega o filho para a adoção. “O dispositivo legal determina ao poder público prestar essa assistência à doadora, oferecendo-lhe proteção e minimizando os efeitos psicológicos da difícil decisão de entregar o filho e, ao mesmo tempo, a medida visa a impedir a prática do abandono de recém-nascidos”, afirma. Para Clelce, forçar o interesse materno quando ele não se manifesta ou se mostra hesitante pode resultar em rejeição, negligência, maus-tratos, hostilidade e abandono.

CRIME/PENA

A mãe que deixa a criança na rua pode pegar de seis meses a três anos de prisão, pena prevista para o crime de abandono de incapaz. Se a criança sofrer lesão corporal, a pena aumenta de um para cinco anos, podendo chegar a 12 anos se a criança morrer em consequência do abandono. A lei prevê ainda pena de um a dois de prisão para a mãe que entregar a criança para uma pessoa sem condições de cuidar do bebê.

Como adotar

Qualquer pessoa com mais de 21 anos, independente do estado civil, pode adotar, desde tenha pelo menos 16 anos a mais que a criança a ser adotada. Já a criança deve ter até 18 anos, exceto se já estiver sob guarda ou tutela, e após total certificação de que os pais biológicos sejam desconhecidos ou tenham sido destituídos do pátrio poder.

Sobre o Adote

O Adote é uma entidade sem fins lucrativos que há 18 anos vem atuando com o objetivo de auxiliar na preparação de pretendentes à adoção, bem como no pós-adoção, com palestras mensais abordando temas voltados à adoção de crianças e adolescentes. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (19) 3523-6137. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 13 às 17 horas.

Fonte: Jornal Cidade