segunda-feira, 10 de outubro de 2011

CASOS DE ABUSO SEXUAL CONTRA CRIANÇAS AUMENTAM 41% EM GOIÂNIA


Especialistas atribuem parte da elevação ao crescimento da violência.
Em 85% dos casos, vítimas são meninas e agressores, pessoas próximas.



Aumentam as ocorrências de agressão e abuso sexual de menores em Goiânia, entre os meses de janeiro e outubro de 2011 em relação ao mesmo período de 2010. A informação é da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que revela que o número dos boletins de ocorrência saltou de 292 para 641. Isso significa que o aumento foi de 119% nos primeiros 10 meses de 2011. Também foi observado um acréscimo de 41% nos boletins de ocorrência específicos sobre abuso sexual, que passou de 95 para 134, entre 2010 e 2011.
A quantidade de denúncias de violência contra crianças também impressiona. Foram 695 de janeiro a outubro do ano passado e já são 588 no mesmo período de 2011. Foi observada uma elevação de 50% nas denúncias específicas sobre abuso sexual, que de 175 subiu para 263.

Para a titular da DPCA, Ana Elisa Gomes, dois fatores têm contribuído para o aumento das estatísticas. “O próprio desenvolvimento social, o número do aumento de divórcios e famílias desfeitas. Mães que procuram outros companheiros, então essas crianças acabam sendo submetidas ao convívio com outras pessoas. Enfim, são realidades que criam situações e oportunidades para que os abusos aconteçam”, relata.
Ana Elisa ressalta também que há outro aspecto: “As pessoas contam mais com o trabalho da Polícia Civil e acabam nos procurando mais e fazendo mais denúncias”, observa.

Pais e padrastos
Em 85% dos casos de abuso sexual, as vítimas são meninas e os agressores, pessoas próximas como o pai, padrasto e até o companheiro das avós. Com a proximidade, a família nem desconfia do agressor, que costuma agir dentro da própria casa.
Segundo a psicóloga Valquíria Valadão, que cuida de crianças e adolescentes que sofrem agressão, seja ela física, moral, psicológica ou sexual, os abusos deixam marcas difíceis de serem apagadas. “Realmente, quando a criança atinge a fase adulta ela tem uma predisposição a ter algum tipo de transtorno ou uma depressão, mas ela consegue viver o dia a dia, consegue trabalhar, estudar e se desenvolver”.
Especialistas afirmam que ficar sempre atento a alguns sinais pode ajudar os pais a descobrir possíveis agressões. A delegada Ana Elisa diz que é sempre bom observar se houve alguma mudança de comportamento, se a criança passou a temer algum local, ou alguma pessoa, que antes não eram vistos dessa forma. “Em alguns casos eles passam a ter pesadelos, mudam o apetite ou o rendimento escolar. Isso deve sim ser observado com mais preocupação”, orienta.

Ministério Público
Na avaliação da promotora de Justiça e coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude, Liana Antunes Vieira Tormin, algumas medidas podem ser tomadas para tornar mais eficientes o apoio às vítimas e a punição aos criminosos.
Liana menciona a criação de mais varas e promotorias especializadas nos crimes contra crianças e adolescentes. Outro ponto para conseguir melhores resultados, segundo a promotora, é a melhor capacitação de todos os profissionais que atendem as crianças, seja delegado, promotor ou juiz. Além do planejamento da ação de cada órgão, do Estado e Municípios.
“Há muito trabalho a ser feito, mas as punições acontecem sim. É preciso que haja paciência, pois o processo criminal e a lei penal estabelecem um procedimento próprio que precisa ser respeitado”, pondera a promotora.

http://g1.globo.com/goias/noticia/2011/10/casos-de-abuso-sexual-contra-criancas-aumentam-41-em-goiania.html

domingo, 9 de outubro de 2011

NO PAÍS, MAIS DE 18 MIL CRIANÇAS SÃO ESPANCADAS DIARIAMENTE




Números divulgados pela Unicef – Fundo das Nações Unidas para a Infância – apontam que mais de mais de 18 mil crianças são espancadas no país. 

As mais agredidas são meninas entre sete e 14 anos. 

Exatas 100 crianças morrem por dia no Brasil, vítimas de maus tratos – negligência, violência física, abuso sexual e psicológico, segundo pesquisa realizada pelo Laboratório de Estudos da Criança/USP.

Dados do Ministério da Saúde revelam que 38% das mortes de pessoas com até 19 anos são causadas por agressões.

O serviço do Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes é coordenado e executado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR), em parceria com a Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobrás) e o Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes (Cecria).

No Brasil, com uma população de quase 67 milhões de crianças de até 14 anos, são registrados, por ano, 500 mil casos de violência doméstica de diferentes tipos. Em 70% dos casos os agressores são os próprios pais biológicos.
 

A violência contra a criança é crescente e nem sempre ocorre na forma de abuso sexual. Levantamento do Núcleo de Atenção à Criança Vítima de Violência, da Universidade do Rio de Janeiro(UFRJ) mostra, com base de dados coletados entre 1996 a 2011 que: 29,1% de meninos e meninas são vítimas de abuso físico; 

A violência sexual aparece em segundo lugar – 28,9%; 25,7% sofreram negligência (todo tipo de abandono); 16,3% abuso psicológico (pressão); 300 mil meninas são vítimas de incesto todos os anos e mais um terço delas tenta o suicídio.(Lacri-USP); 11,5% das crianças de oito e nove anos são analfabetas, segundo o IBGE; cento e catorze milhões de crianças não recebem instrução sequer ao nível básico; seis milhões de crianças morrem por ano por má nutrição, antes de fazer cinco anos de idade; oitocentos milhões de pessoas deitam-se todas as noites com fome; trezentos milhões são crianças; cinquenta milhões de abortos são cometidos no mundo por ano.

Trabalho Infantil

A Unicef estima que existem 158 milhões de crianças menores de 15 anos vítimas de trabalho infantil em todo o mundo e que mais de 100 milhões, quase 70 por cento da população laboral infantil, trabalham na agricultura em áreas rurais onde o acesso à escola e ao material educativo é muito limitado.
 

No Brasil, Cerca de 4 milhões de crianças trabalham no meio rural e somente 29% delas recebem remuneração.
 

São escravas. Entre as crianças de 5 a 9 anos, somente 7% recebem remuneração e um grande número não têm acesso à educação.

O Brasil  tem mais de  680 mil crianças que não freqüentam a escola.
 

Relatório divulgado pela Câmara de Educação Básica, do Conselho Nacional de Educação (CNE) concluiu que faltam 245 mil professores no ensino médio.

 Não é falta de profissionais excelentes e qualificados, faltam profissionais que suportem “viver” com o salário que se paga ao professor.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

INCESTO E A ALIENAÇÃO PARENTAL



Muito louvável a atitude do deputado Barreto e do representante da Associação Brasileira Criança Feliz de Mato Grosso, em propor a criação da Semana da Conscientização sobre a Alienação Parental, já que existe a Semana da Conscientização sobre o Abuso Sexual Infantil.

Mas não podemos deixar de fazer algumas considerações como representante de entidade que somos. O tema Alienação Parental foi atualmente difundido em nosso país, com a criação inclusive da Lei no 12.318/2010 , porém esta prática já é existente há muitos anos, que recentemente teve o reconhecimento no âmbito nacional. 

A Síndrome de Alienação Parental, não é reconhecida oficialmente pela Associação Médica Americana e nem pela Associação Americana de Psiquiatria, não consta do DSM-IV-TR e nem no CID-10 que são os atuais e únicos manuais de diagnóstico de transtornos mentais e de comportamentos.
Contudo, este tema tomou grande repercussão nacional sendo muito mencionado na mídia, e por ONGS e Associações. 

Mas como ensina Maria Berenice Dias em seu artigo Incesto e a Síndrome da Alienação Parental:   “A denúncia de práticas incestuosas tem crescido de forma assustadora. Esta realidade perversa pode levar a um injustificado rompimento do vínculo de convivência. Mas há outra consequência, ainda pior: a possibilidade de identificar como falsa denúncia o que pode ser verdade. 

Nos processos envolvendo abuso sexual, a alegação de que se trata de síndrome de alienação parental tornou-se argumento de DEFESA e vem sendo invocada como excludente de criminalidade. E em busca dessa verdade, a vítima é ouvida mais de uma vez e, em cada depoimento, revive os fatos, sofrendo nova violência. É revitimizada cada vez que precisa relatar perante estranhos o que aconteceu. É ouvida por pessoas não capacitadas para esse tipo de escuta. No fim, cansada de repetir a mesma história, acaba caindo em contradições”.

Diante de todas essas dificuldades, parabenizamos o deputado Barreto, mas também perpetramos um pedido que provém das vítimas tanto de alienação como do abuso sexual infantil intrafamiliar, que o Governo do Estado, em especial a Assembleia Legislativa não vise apenas a criação da Semana de Conscientização, mas que busque recursos para a capacitação específica dos magistrados, promotores, psicólogos, assistentes sociais, conselheiros tutelares, equipes multidisciplinares dos Fóruns, para que eles sejam verdadeiros conhecedores do assunto, para filtrarem com toda a sabedoria a verdade dessas crianças vítimas, que tem suas vidas muitas vezes destruídas em seu início.

(*) Sandra Raquel Mendes é presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Rondonópolis

AMBIENTE FAMILIAR É CENÁRIO DE 70% DOS CASOS DE ABUSO SEXUAL


Foto: Gerson Oliveira/ Correio do Estado
A delegada da DPCA, Regina Brito, faz um alerta aos familiares de crianças e adolescentes

Repletas de sonho e alegria, infância e adolescência são consideradas umas das melhores fase da vida. No entanto, até mesmo períodos tão bonitos podem ser interrompidos pela violência. O combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes será fortalecido nesta quinta-feira (6), data do  “Dia Estadual de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes”. 
De acordo com Regina Brito, delegada da DPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), cerca de 90% dos casos registrados são de abuso sexual e 70% deles acontecem dentro do ambiente familiar. Desde o início do ano, foram feitos 280 boletins de ocorrência envolvendo abuso sexual e notificadas aproximadamente 40 denúncias a cada mês. 
A delegada da DPCA explica que existe diferença entre abuso e exploração sexual. No caso do abuso, um adulto pratica atos sexuais com criança ou adolescente como forma de satisfação de seu desejo. Na exploração sexual, ocorre a utilização de menores para fins sexuais, havendo troca de favores, dinheiro ou presentes. A criança ou o adolescente entregam seus corpos porque são induzidas por situação de pobreza, pelo abuso sexual familiar, ou pelo estímulo ao consumo.
Alerta
Segundo a delegada, o alerta é para que pais e responsáveis conversem com seus filhos. “O agressor sempre se utiliza de coação psicológica e de ameaças para que seu crime permaneça em sigilo, por isso todos os membros da família devem se preocupar, já que a denúncia nem sempre é encaminhada pelo responsável”, declara.
Quanto a exploração sexual, a DPCA conta com o apoio da sociedade, pois por existir uma troca, nem sempre os menores estão dispostos a deixar a prática e dificilmente procuram a polícia. A delegada pede o encaminhamento de denúncias, que podem ser feitas anonimamente, através de telefone ou e-mail, relatando o maior número de informações que facilitem o trabalho investigativo. 
Para os crimes de exploração sexual, a penas variam de dois até 15 anos de reclusão.
Psicologia 
Conforme a psicóloga Graça Colavite, crianças e adolescentes precisam de atenção constante. “Os pais precisam estar sempre em alerta. A criança dá sinais do abuso, fica diferente, demonstra que algo está errado. O erro está no adulto ignorar isso”, comenta. A profissional acredita que o trabalho psicológico feito com alguém que sofreu algum tipo de violência sexual é bastante direcionado e individual.
“Procuramos trabalhar ludicamente, fazer com que a criança e o adolescente consigam se expressar. Falar sobre isso será importante para que possa conseguir superar o trauma e não se tornar um adulto agressivo, ou depressivo”.
Para a psicóloga, os pais devem estar sempre atentos, não deixando os filhos sozinhos, dialogando com eles e observando suas atitudes, “principalmente porque a maioria dos casos envolve pessoas muito próximas, como vizinhos, amigos da família e até mesmo familiares”, completa.

domingo, 2 de outubro de 2011

A DELICADA QUESTÃO DA PEDOFILIA


Especialista afirma: ter o distúrbio não significa se livrar da responsabilidade sobre abusos cometidos contra jovens que nem sempre revelam o que ocorre

Apesar dos fortes testemunhos dos filhos, de uma cunhada e da sobrinha, além da convicção da polícia, o advogado Sandro Fernandes, 45 anos, ainda encontra defensores e pessoas que acreditam numa armação na denúncia de pedofilia.
É mesmo difícil compreender que um advogado bem sucedido e com história de militância política e social em Bauru de repente vire réu num processo escandaloso como esse, que envolve suposto abuso sexual dos próprios filhos e outras pessoas da família.    
É doença? Sandro não tinha controle sobre os próprios atos? Ou é apenas um criminoso que não poupou sequer os filhos que, durante um tempo, sofreram calados?
Todas perguntas complexas, difíceis de serem respondidas. Mas é possível divulgar o que diz a ciência, os especialistas nesse tipo de assunto. É o caso do médico Jefferson Drezett, diretor do Ambulatório de Violência Sexual do Hospital Pérola Byington, em São Paulo.
Segundo ele, não existe um “tipo” único de autor ou uma motivação exclusiva para a prática de abuso sexual.
“Em se tratando de ocorrências contra crianças, a questão da pedofilia ganha notável importância, embora não seja regra para todos os casos”, diz.
De acordo com ele, o desejo inadequado de manter relações sexuais com crianças é entendido como doença pela OMS (Organização Mundial de Saúde). A pedofilia faz parte do Código Internacional de Doenças.
“No entanto, isso não significa que o autor da violência sexual necessariamente não saiba o que está fazendo ou não possa escolher suas ações”, ressalta o médico.
Segundo Drezett, ter o distúrbio também não impede que ele reconheça a proibição social do incesto e as graves consequências para as vítimas.

O médico afirma ainda que ser pedófilo  não quer dizer que o responsável por abusos sexuais não deva ser responsabilidade por suas escolhas e pelo que elas causam às vítimas. 
Cristina Camargo
Agência BOM DIA





sábado, 1 de outubro de 2011

AMBULATÓRIO ATENDEU 60 CRIANÇAS E JOVENS VÍTIMAS DE ABUSO



O Ambulatório de Atendimento às Vítimas de Violência, Exploração e Abuso Sexual (AAVEAS) de Presidente Prudente atendeu este ano cerca de 60 crianças e adolescentes de todas as classes sociais. Essa realidade percebida pelos funcionários do local pode ser exemplificada com os recentes casos registrados na região.
Em Dracena, o pedreiro José Roberto Miranda, 34 anos, foi preso temporariamente acusado de abuso sexual contra a própria filha de 14 anos. Ela engravidou. Já em Bauru, um advogado Sandro Luiz Fernandes foi acusado pela filha de 18 anos de explorá-la sexualmente desde a infância.
“Normalmente o abuso é cometido pelo pai, pelo tio, por uma pessoa de confiança dentro de casa. É muito difícil ser uma pessoa de fora”, explica a escriturária do AAVEAS, Diva Matias dos Santos.
No caso de Dracena, segundo explica a delegada Maria Ângela Gonçalves Tófano, foi pedida a prisão temporária para a proteção da garota. "Houve o receio de que ele pudesse exercer algum tipo de pressão, de domínio sobre a vontade da vítima, ou até mesmo se demonstrar agressivo e praticar algum mal maior."
Já em Bauru, a mãe tinha o conhecimento do abuso, mas se negou a denunciar o marido. O promotor Gilson Amâncio diz que “a mãe tem o direito de cuidado dos filhos e quando tem o dever jurídico ela responde por aquilo que acontece com eles”.
Segundo a psicóloga Mônica Tolomei, geralmente o abusador tem um transtorno de personalidade, passa a ver as vítimas, normalmente indefesas, como objetos de desejo.
Já quem sofre o abuso é prejudicado fisicamente e psicologicamente. “É importante consultar um profissional. Existem equipes especializadas no assunto porque na maioria das vezes a pessoa se sente impotente, envergonhada e culpada, achando que foi responsável pelo o que aconteceu. Principalmente quando a criança ou o adolescente tem a iniciativa de contar para o responsável por sua proteção e nada é feito”, cita a especialista.
http://www.tvfronteira.com.br/site/index.php?ga=noticias&noticia_id=16927

ROMAN POLANSKI PEDE DESCULPA PELO ABUSO SEXUAL




Dois anos depois de ter sido preso na Suiça, o realizador de “Carnage” apresentou o documentário “Roman Polanski: A Film Memoir” onde pede desculpa a Samantha Greimer pelo abuso sexual em 1977.
O realizador Roman Polanski pediu desculpa a Samantha Greimer, vítima de abuso sexual, através do documentário “Roman Polanski: A Film Memoir”, que apresentou pela primeira vez no Zurich Film Festival na passada terça-feira. No final da exibição o realizador disse “Ela é duplamente vitima: Minha vítima e vítima da imprensa”.

O documentário foi realizado por Laurent Bouzereau e é baseado em algumas entrevistas com Roman Polanski, enquanto este esteve em prisão domiciliária em 2009. O filme começa com a imagem da prisão suíça, onde o realizador de 78 anos esteve encarcerado e umas imagens do seu alojamento em Gstaad nos Alpes suíços.

Roman Polanski regressou a Zurique dois anos depois de ter sido preso pelas autoridades suíças, devido ao fato de ser acusado de abuso sexual de uma jovem de 13 anos em 1977. Assim, acabou por não receber o prémio carreira no Zurich Film Festival em 2009. Como não conseguiu receber nessa altura, dois anos mais tarde Polanski regressou ao festival para receber o seu prémio.

O realizador nunca mais voltou ao território Americano desde 1978, depois de ter sido considerado culpado pelo crime abuso sexual. Em 2010 as autoridades norte americanas tentaram extraditar o realizador para os Estados Unidos, mas o governo suíço recusou o pedido.