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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

UMA EM CADA 10 MENINAS NO MUNDO SOFRE ABUSOS SEXUAIS, DIZ ESTUDO DA ONU


Foi divulgado recentemente o resultado do maior Estudo realizado pela Unicef, agência de defesa dos direitos da infância da Organização das Nações Unidas (ONU), sobre violência infantil. O relatório, que inclui dados de 190 países,  revelou  que cerca de 120 milhões de meninas no mundo, quase uma em cada dez, foi estuprada ou vítima de abusos sexuais antes de completar 20 anos.

O relatório aponta ainda que a violência sexual contra crianças tem consequências em longo prazo, na medida em que pode criar obstáculos ao desenvolvimento físico, social e psicológico da vítima. Relaciona-se também aos malefícios do abuso a indução de comportamentos autodestrutivos, como a bulimia e a anorexia. Além de distúrbios psicológicos tais como a depressão, ataques de pânico, ansiedade e pesadelos. O texto também constata de forma alarmante que as crianças que sofreram abusos são mais propensas a cometer suicídio. Sendo que o risco é proporcional à gravidade do ato.

Além de elucidar a atual situação da violência infantil em todo o mundo  a  Unicef, a partir dos dados pesquisados,  recomenda seis estratégias para evitar a violência contra as crianças, entre esses:  "apoiar os pais e fornecer às crianças habilidades para a vida; mudar atitudes; reforçar os sistemas e serviços judiciais, criminais e sociais; e gerar exemplos e consciência sobre a violência e seus custos humanos e socioeconômicos, com o objetivo de mudar atitudes e normas".

E quanto a nós, cidadãos comuns, o que podemos fazer para contribuir com a mudança de atitude em relação à violência? Organizações de defesa de direitos humanos em todo o mundo tem contribuído de forma significativa  para mobilizar cidadãos para causas diversas por meio de campanhas que podem facilmente serem disseminadas pelas redes sociais. A exemplo dessas destacamos a importante campanha internacional “Stop Rape Now”( Pare o Estupro) que tem o objetivo de mobilizar a sociedade para parar o estupro e Violência de Gênero em Conflitos. A campanha une organizações e indivíduos em um esforço forte e coordenado para provocar mudança.
Segundo os organizadores da campanha;

Estupro em conflito não é um fenômeno novo. Mas com o aumento de dados advindos de pesquisas e a visibilidade na mídia, fica  clara a natureza generalizada da violência de gênero em todo o mundo. Estupro não é mais considerado uma parte inevitável do conflito armado, a evidência mostra que ele é empregado como uma arma estratégica para destruir pessoas, comunidades e nações inteiras”.

Ainda, segundo a Instituição, “Violência de gênero é uma arma tática utilizada pelas forças de segurança do Estado e de grupos armados da mesma forma. Ele inclui estupro, escravidão sexual, gravidez forçada, esterilização, mutilação genital e abuso sexual utilizando objetos. No direito internacional, estupro e violência de gênero são considerados um crime contra a humanidade, crimes de guerra e estupro pode ser um crime de genocídio”.

Os motivos para estupro relacionados com conflitos e violência de gênero são variados, vão do nível tático ao pessoal. Neste sentido, para os organizadores da campanha:“O estupro é muitas vezes usado para destruir os laços sociais e culturais das comunidades, estupro coletivo pode ser usado para criar coesão dentro das unidades do exército, ele pode ser usado para garantir o terror entre o inimigo ou durante saques. Estupro continua a ser frequentemente usado como uma arma após a negociação de paz, já que os vários lados nos conflitos lutam para desmobilizar e retomar suas vidas ao lado do outro, muitas vezes ainda temendo novos combates. A violência de gênero rasga o tecido social e continua a deixar um profundo impacto sobre os sobreviventes e comunidades nos anos após o ataque e conflito. Além de problemas médicos, como doenças sexualmente transmissíveis, ainda há o agravante do trauma psicológico”.

Os resultados da recente pesquisa demonstram que este é o tempo oportuno para reavivar a campanha que já circula pelo menos há 6 anos na mídia. Apesar da insistência dos ativistas em propagar a causa e sensibilizar as autoridades governamentais, membros da organização da campanha Internacional para parar o Estupro e Violência de Gênero em Conflitos expressaram a sua decepção com a Cúpula Global pelo Fim da Violência Sexual, organizada pelo governo do Reino Unido, que segundo eles, terminou com poucos resultados concretos capazes de provocar um impacto imediato.

Neste pronunciamento público, Leymah Gbowee, Prêmio Nobel da Paz e co-presidente da campanha declarou: "Estamos agindo por décadas. O que a sociedade civil quer é não falar mais, sabemos como é ruim lá fora, nós precisamos que os governos influenciem o fim da violência sexual.” E de forma contundente rebateu: "A violência sexual e estupro não surge apenas de condições de guerra; está diretamente relacionada com a violência que existe na vida das mulheres durante o tempo de paz. A militarização e a presença de armas legitima novos níveis de brutalidade e impunidade. Essa violência, infelizmente, continua em no pós-conflito”.

Fazemos nossas as palavras de Gbowee. O Ministério Filhas de Sara tem lutado para sensibilizar a sociedade e principalmente a Igreja sobre a importância de tomar uma atitude em relação aos frequentes abusos contra as mulheres. Sendo assim, consideramos pertinente nossa adesão e total apoio à campanha. Junte-se a nós e diga não à violência contra a mulher.
Conheça nosso projeto de acolhimento às meninas vítimas de casamento forçado e mutilação genital em Guiné-Bissau. Para maiores informações entre em contato conosco: claudia@maisnomundo.org.

Fontes:

http://www.stoprapeinconflict.org/campaign_disappointed_in_results_of_global_summit ;
http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKBN0H01GV20140905;

http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/uma-em-cada-10-meninas-no-mundo-sofre-abusos-sexuais; 
http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2014/09/uma-em-cada-10-meninas-no-mundo-sofre-abusos-sexuais-diz-estudo-da-onu-4591826.html

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