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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

SEM INDULGÊNCIA...




A comunidade mundial está seriamente preocupada com as insistentes tentativas  do lobby pedófilo de toda uma série de países de legalizar o assédio sexual em relação a menores de idade, qualificando-o de orientação sexual normal. Os defensores do pedófilos empreenderam mais uma ofensiva no continente norte-americano. Os psicólogos americanos e canadenses fizeram mais uma tentativa de incutir à sociedade a idéia de que a pedofilia seria tão somente uma forma de preferência sexual.

No parlamento canadense o apelo de legalizar a pedofilia foi feito durante a discussão de emendas do código penal. O psicólogo Hubert van Gidjseghem, que falava na qualidade de perito, pronunciou-se contra o aumento da pena mínima pelos crimes sexuais em relação a crianças. O professor aposentado da Universidade de Montreal tentou convencer os parlamentares de que a pedofilia não é uma doença psíquica, mas uma espécie menos comum de orientação sexual, ao par do homossexualismo e heterossexualismo.

O segundo perito – Vernon Quinzi – apoiou o colega. Afirmou que os pedófilos não são criminosos, mas pessoas que necessitam de ajuda e que, por isso, as tentativas de curá-los por meio de castração química ou meter na prisão é uma simples barbárie. No entanto, a idéia de que os pedófilos devem ser tratados com indulgência foi apoiada por um único membro do parlamento canadense.

Mas os psicólogos canadenses foram apoiados por seus correligionários americanos. Hovard Cline, diretor da organizaçãoB4U-ACT, que congrega psicólogos das maiores universidades, criticou também o modo de tratamento de pedófilos proposto pela Associação Psicológica Americana. Cline também não acha que a pedofilia seja uma patologia e qualifica-a como mais uma orientação sexual.

Os médicos russos consideram a pedofilia um distúrbio psíquico – uma das formas de perversões sexuais. As pesquisas internacionais comprovam que cerca de metade dos pedófilos foram, eles próprios, na infância vitimas de crimes sexuais. Os defensores dos pedófilos silenciam as conseqüências prolongadas da violência sexual para a saúde da criança, ressalta o psicólogo Ilia Chabchin.
É preciso compreender que, para as crianças, as relações sexuais são, indubitavelmente, um trauma psicológico ou, inclusive, psicofisiológico, que pode acarretar mais tarde as mais diversas conseqüências. É evidente que muitos distúrbios sexuais com que as pessoas já adultas se dirigem não somente a psicólogos, mas também a sexólogos e sexo-patologistas, remontam à sua infância.

Na maioria dos países evoluídos, a atitude da sociedade em relação aos pedófilos é acentuadamente negativa, o que se manifesta na aprovação das respectivas leis. Todavia, o número de crianças vítimas de violência sexual não diminui. Eis a opinião de Pavel Astakhov, encarregado dos direitos da criança junto do Presidente da Federação Russa.

Hoje, de acordo com a conclusão do Conselho da Europa, a pedofilia é considerada o crime mais grave e repugnante contra as crianças. Em vista disso, as recomendações dadas pelo Conselho da Europa consistem basicamente em tornar ainda mais severa a punição por semelhantes crimes. É preciso abolir o prazo de prescrição destes crimes, tornar impossível a libertação condicional antes de cumprir a pena, pois a reincidência neste caso é muito grande, e aumentar ainda mais as penas de prisão e a severidade das medidas aplicadas em relação aos pedófilos.

domingo, 27 de novembro de 2011

ABUSO SEXUAL JUVENIL AUMENTA O RISCO CARDÍACO EM MULHERES ADULTAS




As mulheres que sofreram abuso sexual quando crianças ou adolescentes apresentam um maior risco de doença cardiovascular na idade adulta.
Esta é a constatação da Dra. Janet Rich-Edwards e seus colaboradores do Hospital Brigham and Women (Boston, Estados Unidos).

Mesmo após a contabilização de fatores de risco cardiovascular tradicionais, uma história de abuso sexual associou-se a um aumento de 34% do risco relativo de ataque cardíaco (infarto do miocárdio) ou derrame cerebral (acidente vascular cerebral).

O presente estudo incluiu 67.315 mulheres que estavam livres de doenças cardiovasculares e/ou câncer no início da pesquisa, e que completaram um questionário sobre abuso sexual.A avaliação de abuso sexual incluiu toques sexuais indesejados e/ou atividade sexual forçada.Globalmente, um terço das mulheres disse que sofreu algum grau de abuso sexual antes dos 18 anos de idade.Em 9% das mulheres o abuso sexual foi considerado grave.

Após o ajuste para idade, raça, histórico familiar de doença cardiovascular, educação dos pais, além de outros fatores de risco cardiovasculares, o abuso sexual infanto-juvenil foi significativamente associado a aumento do risco de doença cardiovascular em mulheres na idade adulta, quando comparadas com aquelas que não relataram abuso sexual.
Fonte:American Heart Association.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

PROJETO DE LEI INSTITUI 'CASTRAÇÃO QUÍMICA' A PEDÓFILO





O líder do PSD na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Walter Rabello, defende, via projeto de lei, a injeção de substâncias para diminuição da libido em pessoas que cometeram crimes de pedofilia. 


A proposta do deputado tramita nas principais comissões do legislativo com a expectativa de ser votada ainda em 2011 e sancionada pelo governador Silval Barbosa (PMDB), tendo antes, avaliação de diversos segmentos sociais, que tenham interesse em debater o tema.


“É mais uma forma de evitarmos as tragédias sociais anunciadas, que temos observado todos os dias”,  justificou Rabello.


O deputado teve como base as normas suplementares de direito penitenciário, que regula e autoriza a utilização de medicamentos hormonais em presos condenados pelos delitos previstos nos artigos 213, 217-A, 218 e 218-A, todos capitulados no Decreto-Lei 2.848 de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal Brasileiro), nos casos de pedofilia.


A proposta de Walter Rabello segue também as disposições de decisão judicial que concede o livramento condicional e autoriza a saída temporária dos ex-detentos do estabelecimento penal, sem vigilância direta, ou a prestação de trabalho externo.


A matéria prevê ainda que a utilização de hormônios, como medida terapêutica e temporária de saciar a lascívia sexual, será ministrada por corpo clínico designado pela Secretaria de Estado da Saúde e atuará no interior do estabelecimento em que estiver recolhido o preso interessado no tratamento
.
No projeto, o deputado argumenta que se o preso não aceitar o tratamento hormonal, o juiz responsável pela execução da pena será comunicado e deliberará sobre a condicional, nos termos do artigo 83, parágrafo único do Código Penal Brasileiro. As normas também versam sobre a concessão da autorização de saída nos termos do artigo 123, inciso III, da Lei Federal 7.210/1984.


O preso poderá, pessoalmente ou por seu procurador, informar ao juízo das execuções os motivos que levaram à negativa do tratamento, tendo em vista fornecer elementos para a livre convicção motivada do magistrado na hora da concessão dos benefícios aludidos nos incisos I e II do artigo 1º desta lei.
O tratamento de diminuição da libido, popularmente conhecido como “castração química”, consiste em uma forma temporária de se diminuir drasticamente a libido daqueles que possuem, de acordo com o Código Internacional de Doenças, desvio sexual considerado como pedofilia.


“O projeto de lei tem o escopo de garantir que essas pessoas sejam tratadas no âmbito do sistema prisional do Estado de Mato Grosso para que, ao saírem para as ruas em autorizações de saída ou livramento condicional, não voltem a cometer novamente os mesmos delitos”, alegou o deputado.


Fonte: Sid Carneiro/Assessoria



terça-feira, 22 de novembro de 2011

CAMPANHA MUNDIAL PROPÕE AÇÕES PARA PREVENIR ABUSOS E VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES




O 19 de novembro, Dia Mundial de Prevenção ao Abuso e à Violência contra Crianças e Adolescentes, trouxe à tona mais uma vez a temática do cuidado e zelo com os menores. Neste ano, para lembrar a data e fazer algo de concreto por crianças e adolescentes do mundo, cerca de 20 mil instituições, organizações da sociedade civil, órgãos governamentais, meios de comunicação e comunidades de base se uniram em uma campanha mundial.

Além de estimular uma cultura de prevenção, a iniciativa promovida pela Campanha Mundial para a Prevenção do Abuso e da Violência contra Crianças e Adolescentes, buscou promover a participação dos menores nas iniciativas em favor de medidas contra a violência e o abuso. Os objetivos da campanha 2011 também estão voltados a pressionar os governos a reagir frente à violência contra esta parcela da população.

Abuso é definido pela Campanha Mundial como “qualquer forma de sofrimento infligido a uma criança (violência, violência física, sexual ou psicológica) por uma pessoa que a tem sob custódia, que tem autoridade sobre ela e em quem a criança deveria poder confiar”.

As formas de violência acontecem em lugares de convívio como família, escola, sistema de proteção e justiça, trabalho e comunidade.

Como conseqüência, crianças e adolescentes passam a apresentar problemas de sociabilidade, desenvolvem depressão, se tornam agressivos, vão mal nos estudos, abusam de substâncias e apresentam problemas de relacionamento a dois.

Uma das ações da Campanha Mundial para todo este ano foi a iniciativa “19 dias de ativismo”.

Foram listadas 19 formas de abuso e violência para que, conhecendo o problema, todos possam agir de modo a prevenir: o castigo físico, o abuso sexual, o bullying, o abandono e a negligência, a exploração laboral, o recrutamento de crianças e adolescentes como soldados, a venda de menores de idade, o tráfico, a exploração sexual comercial, a pornografia, o turismo sexual, as práticas culturais nocivas, entre outras condutas nocivas e de vulneração dos direitos dos menores.

As ações de prevenção precisam ser colocadas em prática, com urgência, em todo o mundo para evitar que tenham continuidade os atos de violência sexual sofridos por 150milhões de meninas e 73 milhões de meninos, segundo dados das Nações Unidas.Condutas consideradas benéficas e corretivas, como o castigo corporal, também precisam ser combatidas em muitos países onde a prática é cultural. Apenas em29 Estados é proibida a violência em todas as suas manifestações.

As Nações Unidas também revelam que 1,2 milhão de crianças e adolescentes são traficados anualmente;entre 80 e 100 milhões de meninas são vítimas de práticas culturais como violência de gênero, infanticídio, aborto seletivo, desnutrição e abandono; e126 milhões de menores de idade são obrigados a trabalhar.

Para evitar estas práticas e proporcionar a crianças e adolescentes uma vida livre de abusos e violência, é preciso sensibilizar os Estados e a sociedade em geral, mas também incidir com mais intensidade em grupos onde as condições de vida possam gerar situações de abuso e violência, assim como trabalhar com famílias onde os maus-tratos aos menores já foram uma realidade.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

ABUSO SEXUAL, PEDOFILIA, ALICIAMENTO E ESTUPRO




Os termos se confundem e os atos se entrelaçam.

Pesquisa realizada no Hospital das Clinicas da USP mostrou que o principal combate deve ser na própria casa da criança visto que o pai é o agressor mais comum (38%dos casos), seguido pelo padrasto (29%), do tio (25%), e de algum primo (6%), totalizando 88% das ocorrências dentro do ciclo de convivência da criança. Os vizinhos são 9% e os desconhecidos são 3%. As crianças analisadas têm abaixo de 10 anos.

A pedofilia é o abuso de menores, é o incesto, é a molestação de menores. A Pedofilia é um transtorno onde a pessoa apresenta fantasia e excitação sexual intensa com crianças pré-púberes. O abusador deve ter no mínimo 16 anos de idade ou ser pelo menos 5 anos mais velho que a vítima. O abuso ocorre em todas as classes sociais, raças e níveis educacionais. A grande maioria de abusadores é do sexo masculino, mas suspeita-se que os casos de mulheres abusadoras sejam sub-diagnosticados.

Os comportamentos sexuais dos pedófilos variam e podem ou não envolver o uso da força física: alguns se limitam a exposição do corpo, a masturbação ou a despir calmamente a criança sem o contato genital; outros podem obrigar a criança a participar do intercurso oral e/ou genital. A pedofilia é definida como desordem psicossexual na qual a fantasia ou a própria atividade sexual com crianças pré-púberes meio exclusivo ou preferido para a excitação sexual e o alcance da satisfação plena na esfera sexual. 

A pedofilia, para o profissional de saúde é uma desordem mental; para o sistema judiciário é um crime. Esta desordem mental faz o pedófilo procurar situações que facilitam a pedofilia e se comportam acima de qualquer suspeita. Agem premeditadamente por longo tempo até conseguir seu objetivo. Quando são presos, pelo crime, ao se soltarem, repetem o mesmo procedimento. Não há cura para pedofilo, já que o distúrbio está na esfera do desejo. O tratamento é à base de medicação anti-testosterona.

Aliciamento significa atrair a si com promessas enganosas; seduzir; subornar; induzir a atos ilícitos. Basicamente, aliciar é engambelar, prometer presentes, dinheiro, fama, fortuna, etc, para atrair a pessoa e induzí-la a praticar sexo. Nos casos de crianças em estado de miséria, do aliciamento segue-se a prostituição infantil.

O estupro é a violação sexual na qual se constrange a MULHER à conjunção carnal, mediante violência ou grave ameaça. (Artigo 213 do Código Penal Brasileiro). O estuprador é sempre homem e têm sentimentos odiosos em relação às mulheres, sentimentos de inadequação e insegurança em relação a seu desempenho sexual. 

Pode apresentar desvios sexuais como o sadismo ou anormalidades genéticas com tendências à agressividade. A vítima normalmente é estigmatizada, havendo uma tendência social de acusá-la direta ou indiretamente por ter provocado o estupro. Sente-se impotente até mesmo em delatar o estuprador, que muitas vezes é alguém já conhecido, sentindo-se muito culpada e temerosa de represálias. Muitas vezes, pode sentir que o estupro não foi um estupro, que foi uma atitude permitida por ela e de sua responsabilidade. 

No entanto há homens estuprando homens e meninos também.  Tem violador que machuca o corpo e a alma, e ainda lucra se não em dinheiro, mas em prazer. São pessoas nocivas a sociedade com instintos primitivos e que não evoluíram na espécie humana e que para atingir prazer sexual deixa sua mente ser dominada apenas pelo sexo a qualquer custo ou a qualquer preço. Mentes demoníacas, desvinculadas de DEUS e de amor ao próximo, reféns da testosterona.

As meninas são vitimas de seus próprios pais. Mulheres adultas são as principais vitimas de violência, do estupro doméstico, de lesões corporais e até a morte. Meninos costumam ser violados e abusados por superiores em agrupamentos isolados. Homens que violentam são violentados nos presídios. O estado violentava homens e mulheres que tivessem pensamentos políticos divergente. 

É uma ‘teia “que se expande em todas as direções sem que possamos visualizar uma solução real para o problema, embora existam ações para combater a violência, tais como campanhas contra violência sexual, conselhos e conferências, ambulatórios específicos para atender as vitimas da violência, lei Maria da Penha para os que comentem violência, que mais deveria se chamar Maria da Apanha. Tem até delegacia própria ou imprópria para as mulheres. 

Tem Dia Nacional de Luta contra a violência e exploração sexual, que deveria se chamar Dia de Luto. Tudo para atender quem já foi violado, ferido, machucado. Para quem já tem seu corpo e sua alma definitivamente maculados. O que é feito com o violador, com o pedófilo ou com o estuprador? Diz-se pos todos os cantos “não vai dá em nada”, principalmente para aquelas adolescentes recém molestadas que esperam da justiça, a justiça.

Humilhação, medo, vergonha, sentimento de culpa, desconhecimento e descrédito nas leis e na justiça e desconhecimento das medidas profiláticas contribuem para dificultar a real dimensão do problema. Os dados estatísticos escassos que encontramos não correspondem à realidade, pois muitas vítimas não registram o ocorrido. 

Tanto no Estatuto da Criança de do Adolescente como no Código Penal a pena para os crimes de aliciamento de menores, corrupção de menores e exposição de menores em vídeos vai de 1 a 6 anos de reclusão. Ou seja, quase nada. Se o individuo for “protegidinho” não pegará nenhum dia.  Tudo acontece aqui, ao lado de uma impotência generalizada para cuidarmos de nossas crianças e adolescentes.

 “Que a morte de tudo em que eu acredito não me tape os ouvidos e a boca; Porque metade de mim é o que eu GRITO, mas a outra metade é SILÊNCIO.
E que essa tensão que me corrói por dentro, seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso, mas a outra metade é vulcão”. 

Oswaldo Montenegro

*Marta Angélica Lima Oliveira é médica estanciana formada pela UFS há 30 anos. Servidora pública do município e estado nas especialidades ginecologia, obstetrícia, ultrassonografia e citopatologia.

Marta Angélica Lima Oliveira – mart-angelica@hotmail.com

RESGATE DE CRIANÇAS REVELA CASO DE SUSPEITA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL E TRABALHO INFANTIL

O primeiro caso se refere a uma mulher, Jocely dos Santos, 30, mãe de oito filhos, grávida pela nona vez, que explora cinco de suas crianças nos semáforos.



Manaus - Assistentes sociais e conselheiros tutelares da Prefeitura de Manaus Executaram, nesta quinta-feira (17), uma ação de resgate de crianças em situação de mendicância, exploração e vulnerabilidade social nas principais ruas das zonas Oeste, Centro-Oeste e Centro de Manaus. A iniciativa foi coordenada pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh).

Durante toda a manhã, as equipes percorreram vários trechos de avenidas movimentadas, onde com freqüência, crianças e adolescentes são vistas pedindo esmolas, praticando malabares, vendendo bombons e limpando para-brisas de carros em troca de moedas.

Na Praça da Matriz (Centro),duas ocorrências chamaram a atenção das equipes.

O primeiro caso se refere a uma mulher, Jocely dos Santos, 30, mãe de oito filhos, grávida pela nona vez, que explora cinco de suas crianças nos semáforos.

Flagrada na praça da Matriz, ela explicou que expõe as crianças porque não tem experiência no mercado de trabalho e que precisa de dinheiro para comprar o que os filhos precisam.

Conduzida à Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente, Jocely disse também que nenhuma das crianças estuda e quando necessita sair, deixa os filhos mais velhos, cuidando dos mais novos.

A declaração culminou na autuação de Jocely pelo crime de abandono de incapaz e abandono intelectual, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA. Ela foi liberada, mas as crianças foram encaminhadas para o Serviço de Acolhimento Institucional, na rua Silva Ramos, Centro, onde já haviam estado há pelo menos um mês pelo mesmo motivo.

Exploração sexual

Outro caso registrado foi o de suspeita de exploração sexual de um deficiente físico contra uma menina de apenas onze anos, com o conhecimento da mãe dela, segundo afirmou a garota.

Levada para a delegacia, a garota contou aos conselheiros tutelares e aos policiais que a mãe recebe dinheiro para que ela e a irmã, de oito anos da idade, sejam liberadas a fim de acompanhar o cadeirante, quando este, vai pedir esmola nos semáforos. As meninas, também receberiam dinheiro para permitirem relações sexuais com o suspeito.

O caso está sendo investigado pela titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente e pode resultar em diligência visando à detenção para esclarecimentos, do cadeirante conhecido por Israel.

De acordo com a gerente de abordagem, Clícia Simone, a Prefeitura está constantemente nas ruas, promovendo o serviço de resgate social, mas hoje foi um dia atípico, em virtude dos monitores terem executado a atividade sem fardamento. “Esses garotos nos conhecem, identificam nossos veículos e sabem quem nós somos, por isso, desta vez, tivemos que vir sem farda para evitar que eles saíssem correndo entre os carros e se acidentassem”, explicou.

A gerente informou que em todos os casos de abordagem e encaminhamento ao Serviço de Acolhimento, são acompanhados pelo Ministério Público e o Juizado da Infância e da Juventude, que define a situação das crianças vitimizadas. Dependendo da gravidade dos casos, os pais ou responsáveis podem ser notificados ou mesmo perder a guarda das crianças.


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

SP TEM 21 DENÚNCIAS DE VIOLÊNCIA INFANTIL AO DIA


Em 15 dias, 5 bebês foram agredidos em casa. 
Especialistas acreditam que nem metade dos casos chegam a ser notificados.



O protesto feito ontem por familiares de Nicolas Kauã Secco, de 2 anos, em frente ao Conselho Tutelar de Ribeirão Pires, na Grande São Paulo, dá um panorama claro do quadro grave de violência infantil em que o Brasil está inserido. Especialistas em direitos da criança e do adolescente são categóricos: a quantidade de menores vítimas de abusos no país é assustadora. E o Estado não tem mecanismos suficientes para defendê-los.
 
“A sociedade ainda não sabe direito a função do Conselho Tutelar. Acredito que muitos conselheiros também não saibam”, opina Fabiano Marques de Paula, secretário-adjunto de Justiça. A pasta gere os conselhos, que possuem administração municipal e independente. Paula lembra que não há qualificação para os candidatos a conselheiros. 

“Basta ser maior de idade, ter residência fixa e ter cumprido com os deveres eleitorais”, diz. Em Ribeirão Pires, o Conselho Tutelar foi avisado em setembro sobre as sessões de espancamento sofridas por Nicolas Kauã. Mesmo assim, o menino permaneceu sob a guarda da mãe e do padrasto, usuários de crack.

Ariel de Castro Alves, vice-presidente da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente da OAB, explica que além de um Conselho Tutelar eficiente, é preciso que o estado disponha de um programa multidisciplinar para a criança agredida. “Algumas vítimas levam até seis meses para serem atendidas. A exemplo de estados como Rio e Distrito Federal, a implantação de delegacias especializadas na proteção a crianças seria importante”, falou.
O Brasil não possui um banco de dados integrado entre as áreas de saúde, conselhos tutelares e escolas. Logo, é impossível ter ideia de quantas crianças são vítimas de violência. Além disso, os casos ocorrem dentro de casa, impossibilitando ainda mais a defesa das crianças.
De janeiro a outubro deste ano, o Disque-Denúncia  (181) recebeu 6.523 ligações informando sobre menores em situação de risco (cerca de 21 registros por dia). Em 2010, foram 8.613 denúncias.  A Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente atendeu, através do Disque 100,  11.338 abusos. São Paulo é o campeão em números absolutos,  com 6.600 casos. O  Rio Grande do Norte lidera as denúncias por 100 mil habitantes – foram 1.739 ocorrências.
THAÍS NUNES

PSICOPATAS: MALDADE OU DOENÇA?


Quando Brian Dugan alegou culpa no caso de estupro e assassinato de Jeanine Nicarico, uma garota de sete anos, ele parecia ser a imagem perfeita de um serial killer.
Ela foi assassinada em 1983, mas Dugan só se declarou culpado em 2009. No meio tempo, ele foi condenado a diversos estupros, além do assassinato de outras duas pessoas – uma menina também com 7 anos e uma enfermeira de 27. Se a pena de morte fosse permitida em Illinois, ele teria sido executado.

O mais chocante, entretanto, é que ele não demonstrou nenhum remorso pelos seus atos. Agora, cientistas acreditam que sua falta de sensibilidade talvez esteja ligada às razões de cometer os crimes.

O neurocientista da Universidade do Novo México, Kent Kiehl, realizou ressonâncias magnéticas no cérebro de Dugan, buscando entender se o seu comportamento antissocial estava relacionado ao modo como seu cérebro funciona.

“Ele não consegue entender porque as pessoas se preocupam com o que ele fez”, afirma Kiehl, descrevendo as entrevistas com Dungan. “Clinicamente, é fascinante”.

O Dr. Kiehl é visto como um pioneiro em uma área delicada da neurociência: a tentativa de entender as funções cerebrais de um psicopata e usar isso para desenvolver soluções dessa condição.

Isso é delicado porque, há muitos anos, homens como Dugan são definidos como maus, e não doentes.

Na literatura e no cinema, o termo “psicopata” não é usado como alguém a se ter “pena”, ou empatia, mas sim como algo a se temer. Kiehl possui outra visão: “Eu enxergo os psicopatas como pessoas que estão sofrendo de uma desordem, então não uso a palavra mau para descrevê-los”.

Mas então o que é um psicopata?

“Clinicamente, definimos psicopata como alguém com altos índices de falta de empatia, culpa e remorso”, define o especialista. “Eles são muito impulsivos, e tendem a não fazer planos ou pensar antes de agir. Isso costuma acontecer em uma idade jovem”.

Nós sabemos que muitos presidiários mostram sintomas de psicopatia, mas até agora foi apresentado pouco estudo sobre suas condições.

Para analisar o caso, o laboratório de Kiehl contruiu uma máquina de ressonância magnética móvel. Ele usou o equipamento para duas formas de análise do cérebro de Dugan: sua densidade e funcionamento.

“O cérebro dele possui níveis pequenos de densidade no sistema límbico”, comenta o especialista. Esse sistema é formado por várias partes, entre elas a amígdala e o hipotálamo, e é responsável pelo processamento das emoções.

No último século, pessoas com danos nessa área cerebral têm sido estudadas porque seu comportamento subitamente mudava, tornando-as antissociais.

“Acreditamos que esses sistemas não se desenvolveram normalmente no cérebro de Brian”, afirma Kiehl. E isso talvez esteja determinado geneticamente.

Ele também monitorou as reações do cérebro de Dugan a diversas imagens angustiantes, como pessoas sofrendo.

As imagens revelaram que há pouca atividade no sistema límbico de Dugan. “Ele saía das sessões e dizia ‘nossa, tive problemas em processar o que você me pediu’”, conta Kiehl. “Ele fez mais erros do que outros fariam”.
De acordo com o especialista, isso prova que psicopatas têm falta de habilidade emocional, assim como outros não têm muita habilidade intelectual.

Ele encontrou outros resultados similares em prisões americanas. Isso demonstra que Dugan simplesmente não tem ideia do problema causado. “Conversar sobre os crimes é como perguntar o que ele comeu no café da manhã”, comenta.

E não espanta, em certo sentido, que pessoas com comportamentos sociais tão diferentes tenham cérebros distintos. “Mas é só agora, com as imagens cerebrais, que as pessoas estão repensando isso”, afirma Kiehl. “Isso tem um grande poder de influência no sistema legal”.

E o que o sistema judiciário deveria fazer com esse conhecimento?

Pesquisas como essa têm dado corda ao debate de como o sistema legal deveria mudar, conforme descobrimos os motivos por trás do mau comportamento. Há uma visão de um futuro onde o julgamento moral de um crime seja substituído pela visão de que alguns comportamentos são culpa de doenças não tratadas.

Kiehl não enxerga nenhuma mudança no sistema de julgamento de psicopatas violentos. Mas isso pode levar a tipos diferentes de sentença – em particular o fim da pena de morte nos EUA para criminosos desse tipo.

“Minha esperança é que a neurociência ajude o sistema legal a entender que esses indivíduos possuem uma desordem cerebral, e ela pode ser tratada”, comenta o doutor.

Ele ainda complementa que o tratamento não deveria começar após um ato terrível, mas com crianças que apresentam os sintomas do problema.

Kiehl afirma que a vida de Dugan tem momentos chave onde intervenções poderiam ter sido feitas.

“Brian sofreu quando era muito pequeno. Ele fez as coisas clássicas: colocar fogo em coisas, machucar animais, irmãos e irmãs”.

Apesar de ele ter se consultado com especialistas em crianças, eles não possuíam o entendimento necessário da sua condição. Crianças com sintomas de psicopatia geralmente respondem mal às técnicas usadas com crianças de comportamento apenas inadequado.

Devido à falta de capacidade emocional, quando professores tentam fazer com que eles sintam remorso, isso os deixa confusos, gerando ainda mais vontade de machucar os outros.

A esperança agora é desenvolver um diagnóstico específico para esse tipo de criança, e a partir daí programas e tratamentos. Na essência, as reações que temos naturalmente devem ser ensinadas para essas crianças de modo intensivo e constante. “Podemos prevenir que individuos como Brian se tornem o que são hoje”, afirma Kiehl.
  

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

INTERNET DÁ NOVA DIMENSÃO À PEDOFILIA




A polícia da Suíça desmantelou uma plataforma na internet que servia de ponto de encontro para 650 pedófilos de quatro países. Foram abertos inquéritos contra 13 suíços.
As autoridades do país constatam um aumento desse tipo de criminalidade através da internet. O jurista Daniel Jositsch diz que as penas para pedófilos na Suíça deveriam ser mais severas.

A Justiça suíça conseguiu desbaratar o círculo de pornografia infantil a partir de uma dica que foi dada à polícia pela população.
O Serviço de Coordenação da Luta contra a Criminalidade na Internet (Scoci, na sigla em francês) observou a plataforma por algum tempo, antes de entregar o caso à Promotoria Pública de St-Gallen (nordeste do país).

Depois de reunir informações e material suficientes, a Justiça estadual fechou o cerco. Cerca de 600 pessoas da Alemanha, 40 da Áustria, 13 da Suíça e 4 de Liechtenstein deixaram seus rastros no site, gerenciado por alemães e hospedado por um provedor de St-Gallen.
Na última terça-feira, a plataforma foi desativada e foram abertos inquéritos contra os 13 suíços – quatro deles (homens entre 20 e 65 anos) se encontram em prisão preventiva. A Justiça investiga as suspeitas de produção de pornografia infantil e violação sexual de crianças.

Segundo a juíza Ursula Brasey, no material confiscado há imagens de “graves cenas de violação”. Uma das vítimas teria sido uma menina de 12 anos, conhecida de um dos usuários suspeitos e que não vive na Suíça.

“Nova qualidade”

Em termos numéricos, não se trata do maior escândalo de pedofilia na Suíça. Em 2002, a polícia fez buscas em 1300 casas durante uma operação pente fino.
Segundo o diretor do Scoci, Philipp Kronig, no entanto, a pedofilia na internet atingiu uma “nova dimensão qualitativa” com o novo delito. A plataforma foi configurada como bolsa, na qual os pedófilos não só trocavam fotos e vídeos, como faziam principalmente um intercâmbio de experiências e dicas para lidar com crianças e conselhos sobre como entrar em contato com elas.

Kronig deduz que os usuários da plataforma tinham intenção de abusar das crianças fisicamente. “Até agora, a pedofilia na internet se restringia a satisfazer uma pervertida curiosidade e se satisfazer sexualmente com a ajuda de fotos e vídeos em que eram mostradas relações sexuais com crianças”, explicou.

Segundo Kronig, não havia obstáculos especiais para acessar o site. Os interessados precisavam apenas se cadastrar através de email. Com isso, o fórum estava aberto a todos. Devido ao estágio precoce das investigações, a promotoria não pode dizer se, em função da bolsa, os pedófilos passaram das palavras aos atos.

As investigações já duram meses, mas a avaliação do material apreendido é muito morosa, informou a Promotoria Pública de St-Gallen, em comunicado à imprensa.
A Secretaria Federal de Polícia (Fedpol) enviou os dados sobre os usuários estrangeiros do site às respectivas autoridades no exterior, principalmente ao Departamento de Investigações Criminais da Alemanha.

Entre os acusados não se encontra o provedor de internet de St-Gallen que havia hospedado o site. “Ele mostrou muita disposição para cooperar com a Justiça”, disse Kronig.

Penas mais duras

O Scoci obteve vários sucessos nos últimos anos. Em nove de dez casos investigados, a suspeita de pedofilia foi confirmada e os criminosos foram pegos.

De acordo com dados do Departamento Federal de Estatísticas, de 2002 a 2006, de um total de 1096 pessoas acusadas de pedofilia 620 foram condenadas à prisão condicional na Suíça.

Em 2002, a multa média por uso de material pornográfico infantil era de 900 francos, em 2005 de aproximadamente 1500 francos. Além disso, devido ao risco de reincidência de muitos pedófilos, teria se multiplicado o número de tratamentos psiquiátricos.

Terapia

Segundo o psicanalista alemão Klaus Beier, os pedófilos podem aprender a controlar sua tendência sexual. “É tarefa dos atingidos aprender que podem fazer tudo na fantasia, mas não na realidade”, disse Beier à agência de notícias EPD.

Beier, professor de Ciências e Medicina Sexual na Universidade de Berlim, coordena desde 2005 um projeto de terapia para pessoas com tendências pedófilas. Segundo ele, do ponto de vista científico, ainda não é possível dizer que exista cura no sentido de que um pedófilo deixe de sentir atração sexual por crianças.
swissinfo com agências



sexta-feira, 11 de novembro de 2011

JOVENS SERGIPANOS VÍTIMAS DE EXPLORAÇÃO SEXUAL RECEBEM CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL DO SESI E SENAI




Vinte e um jovens de Aracaju, vítimas de abuso e exploração sexual, celebraram o início de uma nova etapa em suas vidas nessa quarta-feira (9/11). 

A comemoração aconteceu durante a Aula Inaugural do projeto Vira Vida. No período de aproximadamente um ano, eles participarão de cursos profissionalizantes nas unidades do SESI e SENAI,receberão atendimento psicossocial, médico, odontológico e reforço escolar.

Márcio Souza*, de 18 anos, já está cursando as aulas de Assistente Administrativo e tem grandes expectativas para essa fase que inicia. “Eu vou me esforçar muito para concluir o curso, não quero perder uma oportunidade tão boa. Depois, quero ser um advogado edar uma vida melhor para a minha família”, planeja.

Uma equipe multidisciplinar, formada por professores, pedagogos, psicólogos e assistentes sociais, acompanha os alunos diariamente. 

Renata Oliveira, pedagoga, conta que o curso teve um baixíssimo índice de evasão e que os jovens estão determinados a ingressar no mercado de trabalho. “A grande maioria dificilmente falta e tem planos maiores que o projeto”, disse.

A turma é a primeira de Aracaju. O projeto Vira Vida é uma iniciativa do Conselho Nacional do SESI e, em três anos,já chegou a em 13 estados. Na capital sergipana, 18 instituições públicas e ONGs ligadas a proteção dos direitos da criança e do adolescente indicaram 150 jovens para a seleção do projeto, que é destinado especificamente para homens e mulheres com idade entre 16 e 21 anos vítimas de abuso ou exploração sexual.

Um novo processo seletivo está aberto para a formação de novas turmas. A meta é atender 100 jovens por ano. O presidente do Conselho Nacional do SESI, Jair Meneguelli, participou da Aula Inaugural e ressaltou que o diferencial do Vira Vida é o esforço do Sistema S para a inserção dos alunos no mercado de trabalho.  

“Visitamos diversas empresas públicas e privadas para realizar parcerias e discutir a empregabilidade dos jovens. As empresas que recebem esses meninos são privilegiadas porque, além de agirem com responsabilidade social, contratam profissionais muito qualificados, destacou.

A solenidade também contou com a presença do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES),Eduardo Prado Oliveira, do superintendente do Departamento Regional do SESI, Acrízio Campos de Souza, além de representantes do governo, ONG se empresas.

*Nome fictício utilizado para preservara identidade do aluno

Assessoria de Comunicação – Conselho Nacional do SESI

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

MUITAS VEZES AS PRÓPRIAS MÃES DE CRIANÇAS VIOLENTADAS AS VÊEM COMO INIMIGAS, CONCORRENTES, E NÃO COMO VÍTIMAS




Mesmo sofrendo abuso sexual por parte de familiares e, na maioria das vezes, do próprio pai, muitas crianças não são tidas como vítimas, mas, sim, como causadoras da situação. De acordo com a titular da Delegacia Especializada de Atenção à Mulher (Deam) em Itabuna, delegada Lisdeile Nobre Guimarães, em alguns casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes, os próprios familiares não têm interesse em dar prosseguimento ao inquérito e preferem “abafar” o caso. Segundo a delegada, em muitas vezes as próprias mães de crianças violentadas as vêem como inimigas, concorrentes e não como vítimas.
De acordo com ela, em geral, a família se preocupa apenas com a perda da virgindade da criança. “Parece incrível, mas muitos não atentam para o crime de que ela foi vítima”, diz a delegada. A lei diz que o delegado só pode processar o acusado se a família fizer a representação. “Diversos motivos levam a família a negligenciar casos como esse. Geralmente os parentes não querem ver o familiar atrás das grades, ou perder a pessoa que sustenta economicamente o lar”, disse a delegada, que ainda salientou o problema que a vítima enfrenta além do abuso.
Casos de abuso
De acordo com a titular da Deam, três casos de violência sexual foram registrados na delegacia nas últimas quatro semanas. Em um deles, uma menina de 12 anos acusou o primo, de 30 anos, de abuso sexual. A mãe da menina presenciou a cena e denunciou à Polícia, a vítima foi submetida a exame de corpo de delito e ficou constatada a agressão. “Mesmo com a comprovação do crime, que inclusive foi ratificado com o depoimento da menina, a mãe preferiu que o agressor não fosse processado”, disse.
Segundo a delegada, quando os abusos sexuais ocorrem na família a criança, por vergonha ou por temer que a família se desestruture ao descobrir o segredo, não conversa com a mãe ou outro parente próximo. Foi o que aconteceu com a menor L.O.S., de 10 anos, abusada sexualmente pelo pai, Iran Nilson Santana de Souza. Ele abusava sexualmente da criança, e a tia passou a suspeitar. No dia 27 de junho, a criança comentou com a tia que seu pai estava lhe mexendo. “A tia entendeu a situação e chamou a Polícia num momento em que ele estava só com a criança”, diz a delegada. Iran Nilson foi preso em flagrante e está detido na Cadeia Pública de Itabuna.
Segundo o depoimento da criança, seus pais, inclusive a mãe, bebem com muita freqüência e à noite dormem os pais – bêbados – e ela, num único colchão. “Ela relatou que quando a mãe dormia o pai começava a acariciar suas partes íntimas e que chamava a mãe, mas ela, por estar completamente embriagada, não acordava”, informou a delegada.
De acordo com artigo 225, do Código Penal, “Procede-se mediante ação pública: se o crime é cometido com abuso do pátrio poder (pai), ou da qualidade de padrasto, tutor ou curador.” Como neste caso o pai foi o agressor, o inquérito já foi encaminhado à Justiça. “Neste caso percebemos o temor da criança em não querer desestruturar a família colocando o próprio pai na prisão. Ela chegou a relatar que o pai havia cometido o crime, mas que não queria que ela fosse preso”, disse a titular da Deam.
Pai estuprador
Um outro caso chocante foi relatado pela delegada Lisdeile. Duas meninas, de 9 e 11 anos de idade, foram abusadas pelo próprio pai, o pedreiro Ariel da Silva Santos, que está foragido. A Deam tomou conhecimento do caso através do Serviço Social de um hospital em Itabuna. “Uma vizinha levou a menor C.S.F.S., de 9 anos, ao hospital, pois esta queixava-se de um corrimento vaginal. “No hospital, a vizinha informou que a menina havia caído de bicicleta e assim teria machucado a vagina, mas a enfermeira desconfiou da versão e percebeu que a menina poderia estar sendo abusada sexualmente”.
O serviço social do hospital comunicou ao Conselho Tutelar, que, em seguida, comunicou à Polícia Militar. “O mandado de prisão preventiva do acusado saiu um dia após descobrirmos o crime, mas ele ainda está foragido”, diz a delegada.
Menina grapiúna
O projeto “Menina grapiúna” tem sido desenvolvido pela Delegacia da Mulher e tem como objetivo combater o abuso, como a exploração sexual de crianças e adolescentes. De acordo com a delegada, o projeto funciona em quatro eixos: prevenção, com palestras realizadas em escolas públicas e particulares; social, encaminhando as vítimas para projetos educacionais e psicológicos, como o Sentinela; repressão,  com instauração de inquéritos policiais e o trabalho conjunto com a Polícia Militar e Civil e o diagnóstico, mapeando os focos de incidência desse tipo de crime na cidade. 
Segundo a delegada, é freqüente que as vítimas permaneçam silenciosas por não desejarem prejudicar o abusador ou provocar uma desagregação familiar ou por receio de serem consideradas culpadas ou castigadas. Por isso, o projeto visa conscientizar a família e a sociedade para a situação das vítimas. “Os crimes devem ser denunciados e as crianças devem ter apoio para não sofrerem um trauma ainda maior”, alerta.
Casos de abuso ou exploração sexual de crianças e adolescentes poderão ser notificados pelo telefone 100, o número do disque-denúncia da central de telefone do Sistema Nacional de Combate à Exploração Sexual Infanto-juvenil.