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domingo, 14 de junho de 2015

VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA A CRIANÇA CRESCE EM SP

Brasil registra uma média de 87 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes por dia


Todos os dias, em média nove moradores de São Paulo ligam para o Disque 100, telefone da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, denunciando casos de violência sexual contra crianças e adolescentes. E o pior: esse número cresceu 16% desde 2011, fazendo do estado o líder absoluto nesse tipo de ocorrência no país.
“Os números são altos e preocupantes, porque se mantêm elevados mesmo depois das muitas ações governamentais realizadas na última década para tentar reduzi-los”, disse Irina Bacci, ouvidora nacional de Direitos Humanos. 
Na capital paulista, esses casos normalmente chegam ao Núcleo de Violência Sexual do Hospital Estadual Pérola Byington, o único capacitado para fazer exame de corpo de delito nas vítimas menores de idade. Ali, as estatísticas também são alarmantes e indicam que o número de atendimentos triplicou nos primeiros dez anos do serviço, de 2001 a 2011.
De acordo com o levantamento, 1.088 crianças de até 12 anos foram atendidas pelo serviço do hospital em 2011. Dez anos antes, em 2001, esse número foi de 352 atendimentos. A Secretaria Estadual de Saúde, responsável pelo hospital, não passou dados atuais dos acolhimentos.
O Pérola Byington oferece atendimento médico  e acompanhamento psicológico a essas vítimas em sua própria sede na região central ou em entidades conveniadas. Uma delas é o CRVV (Centro de Referência às Vítimas de Violência), do Instituto Sedes Sapientiae, que teve o índice de atendimentos a vítimas de violência sexual aumentado em 60% nos últimos cinco anos. Em 2010 o centro fornecia atendimento psicológico a 50 crianças e hoje já são 80 que passam  pelo acolhimento de psicólogos e assistentes sociais.
“Esse aumento é um reflexo assustador de uma cultura machista que ainda prevalece e também, por outro lado, das pessoas que estão mais atentas e seguras para denunciar”, disse a psicóloga Olga Mattioli, coordenadora do Núcleo de Estudos da Violência em Relações de Gênero da Unesp.

No Brasil, 87 denúncias por dia são registradas
O Brasil registra uma média de 87 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes por dia. Essa é a quarta violação mais recorrente contra menores denunciada no Disque 100, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.

737 Denúncias feitas em SP de janeiro a março

No primeiro trimestre foram 4.480 casos
No primeiro trimestre deste ano, o serviço da Secretaria Nacional de Direitos Humanos registrou 4.480 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes. Por ano, o órgão atende uma média de 32 mil denúncias.

São Paulo lidera com maioria das ligações
Em São Paulo, nos primeiros três meses de 2015 foram registradas 737 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes. Junto com Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, esses foram os estados que apresentaram maiores demandas no primeiro trimestre deste ano.
2.889 
denúncias foram feitas em São Paulo no ano de 2011
3.372 
foram os registros em SP pelo Disque 100 em 2014
denúncias são feitas por dia na capital paulista
60% 
é a alta no número de atendimentos em ONGs

Entrevista com Reinaldo de Carvalho Juiz da Infância e Juventude

Juiz da Vara da Infância e Juventude do Fórum Regional da Lapa, na Zona Oeste, Reinaldo de Carvalho é um dos maiores especialistas em casos de violência sexual contra crianças.

DIÁRIO_ Quais as explicações para o aumento no número de denúncias de violência sexual contra as crianças?

REINALDO DE CARVALHO_ São várias as causas. A primeira é a maior disponibilidade de meios para a população denunciar. Outro fator é a capacitação dos serviços de saúde para que possam detectar esses casos de maneira mais rotineira. E por último, uma maior conscientização da população em geral. As mães, por exemplo, estão mais seguras para denunciar.

Qual é o perfil do agressor e da vítima?
Normalmente, o agressor é da própria família. Pai, padrasto, tio, avô. São pessoas de todas as classes, embora os casos que nos chegam sejam das classes menos favorecidas. Isso porque nas mais altas o problema é resolvido entre eles. Com os advogados e psiquiatras das famílias abastadas.

E as vítimas?
Normalmente são do sexo feminino, embora aconteça também com meninos. Os abusos começam a ocorrer quando elas têm entre 7 e 8 anos, mas temos casos com crianças muito mais novas registrados.
Quais as situações mais difíceis de serem investigadas?
Quando o agressor é o provedor da família. Nessas situações, normalmente as mães e até as vítimas têm medo de ficar sem o sustento e preferem se calar.

Hospital tem unidade do IML dentro de suas instalações
Os Hospital Pérola Byington, na região central de São Paulo, é a porta de entrada pelo SUS (Sistema Único de Saúde) dos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes. 
As situações de abuso que necessitam de atendimento de emergência recebem atenção no Serviço de Pronto Atendimento da instituição, disponível 24 horas, todos os dias, incluindo feriados. Casos que não necessitam de intervenção médica de urgência são atendidos pelo serviço social do hospital, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. 
Não é necessário apresentar encaminhamento de outras unidades de saúde ou boletim de ocorrência para receber atendimento. 
O Centro de Referência do Hospital  também conta com uma unidade do IML (Instituto Médico Legal), especializada no atendimento de casos de violência sexual. No entanto, para acessar os procedimentos oferecidos pelo IML, é necessária a apresentação de requisição da autoridade policial, feita durante o registro da ocorrência nas delegacias.
Não é raro  crianças e adolescentes chegarem ao hospital em viaturas policiais, para fazer exames de corpo de delito quando procuram assistência depois do flagrante de violência sexual. O Pérola Byington atende uma média de mil crianças de até 12 anos de idade a cada 12 meses nesse setor especializado.

Vítimas de abuso desenvolvem até risco de suicídio
O menino franzino estava impaciente. Ia ser atendido pela psicóloga do CRVV (Centro de Referência às Vítimas de Violência), do Instituto Sedes Sapientiae, na Zona Oeste de São Paulo, e como de costume ganharia um lanche depois da sessão. Acontece que queria antes. Por isso estava ansioso.
“Para eles é muito duro falar sobre o abuso que sofreram, por isso não forçamos nada”, disse a psicóloga Manuela de Oliveira. “Eles falam quando querem e o que querem.”
A psicóloga conta que a entidade atende crianças e adolescentes que estão em abrigos (55%) comunitários e outras que vivem com a própria família (45%). “Temos jovens que sofreram abusos seguidos dos três anos até a adolescência”, disse. “Boa parte desses casos gera processos criminais.”
Maria Amélia de Sousa e Silva, coordenadora do serviço, explica que geralmente os agressores são pessoas próximas. “Eles se valem da confiança da criança para praticar o abuso”, revela. 
Manuela e Maria Amélia dizem que as crianças chegam à entidade assustadas, com danos psicológicos já detectados e outros potenciais. “Elas vêm desconfiadas, com medo de tudo. Com histórico de agressividade, depressão e até risco de suicídio”, afirma a psicóloga.
Com relação aos riscos potenciais, a especialista aponta dificuldades futuras de relacionamento afetivo, prostituição no caso das meninas e tendência a atos infracionais no dos meninos. “Quando essas crianças entram no circuito da violência precisam de um agente externo para conseguir sair disso”, explicou.
Manuela afirma revela que são comuns histórias de violência sexual vivenciadas por até cinco gerações dentro da mesma família. “Vamos investigar e descobrimos histórias de avós muito jovens que já eram abusadas e trazem seus netos com os mesmos problemas.”
As psicólogas destacaram ainda que a maior dificuldade relatada pelas mães das vítimas está na credibilidade de suas histórias por parte da polícia. 
“Normalmente as delegacias especializadas em atendimento à mulher são mais sensíveis para estes assuntos, mas não funcionam à noite e nos finais de semana”, lamenta Manuela.

Por: Fernando Granato 


http://www.redebomdia.com.br/noticia/detalhe/82963/violncia-sexual-contra-a-criana-cresce-em-sp



2 comentários:

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