"A cada um de nós compete uma tarefa específica, na difusão do bem. Erga-se para trabalhar, porque as tarefas são muitas e importantes, e poucos são os que têm consciência delas. Ajude o mundo, para que o mundo possa ajudá-lo. Estenda seus braços eficientes no cultivo do bem, para que, quando os recolher, os traga cheios de frutos abençoados da felicidade e do amor."
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
MOTOCICLISTAS CONTRA ABUSO INFANTIL - INTERNACIONAL
MOTOCICLISTAS CONTRA ABUSO INFANTIL - INTERNACIONAL
(BIKERS AGAINST CHILD ABUSE INTERNATIONAL - BACA)
MISSÃO BACA
Motociclistas contra o Abuso Infantil (BACA) existe com a intenção de criar um ambiente mais seguro para crianças abusadas. Nós existimos como um corpo de motociclistas para capacitar as crianças para não sentir medo do mundo em que vivem. Estamos prontos para dar apoio aos “nossos amigos feridos”, envolvendo-os com os já estabelecidos, uma organização unida. Trabalhamos em conjunto com as autoridades locais e estaduais que já estão no local para proteger as crianças. Queremos enviar uma mensagem clara para todos os envolvidos com a criança abusada que esta criança é parte de nossa organização, e que estamos dispostos a dar o nosso apoio físico e emocional a eles por afiliação, e nossa presença física. Estamos de prontidão para proteger essas crianças de outros abusos. Nós não toleramos o uso de violência ou força física, de qualquer maneira, no entanto, se surgirem circunstâncias de tal forma que somos o único obstáculo que impede uma criança de novos abusos, estamos prontos para ser esse obstáculo.
Como Trabalhamos
Bikers Against Child Abuse , Inc. ( BACA ) é organizado por uma pessoa central de contato para receber chamadas de agências que se referem e indivíduos. A reconhecida , agência autorizada com a qual a criança teve contato determina que a criança ainda está assustada com o seu ambiente. A agência de contatos representativos BACA , ou refere-se ao indivíduo entrar em contato com BACA , o nome e endereço da criança é dado ao nosso BACA com ligação a essa Criança. Nosso controle irá determinar que o caso é legítimo, o que significa que as autoridades foram contatadas , e o caso esta sendo verificado pelas autoridades competentes. Em contato com a da família um passeio inicial é organizada para atender a criança em sua casa ou em algum outro local. Todos os BACAS disponíveis da região ira ao passeio para conhecer a criança e a ela será dado um colete com um patch BACA costurado nas costas. A criança é livre para usar o colete ou não, e apoiamos sua decisão. Para a criança também são dados adesivos para carros e outros presentes que são geralmente doados pelo público em geral. Estas visitas iniciais geralmente duram cerca de meia hora. Após esse contato inicial, a criança recebe o nome e o número de telefone de dois membros BACA residentes geograficamente mais próximos a eles , que passam então a ser o principal contato da criança. Antes de se tornar um contato para a criança, os motociclistas são investigados para poderem participar, inclusive com um extensa pesquisa de antecedentes criminais e sociais, ter sido aprovado por pelo menos um ano , e ter recebido instruções especiais de um psicólogo . Sempre que a criança sente medo e sente a necessidade da presença de sua nova família BACA , a criança pode invocar estes motociclistas para ir para a casa da criança e fornecer as garantias necessárias para se sentir seguro e protegido. BACA membros e simpatizantes também podem ajudar essas crianças da seguinte forma: fornecer escoltas para eles se sentirem medo em seus bairros ; andar por suas casas em uma base regular , acompanhando as crianças ao forum; acompanhar seus depoimentos , e , ficar com as crianças se eles estiverem sozinhos ou assustados. Os membros BACA nunca irão para a casa da criança sozinhos e nunca sem o conhecimento ou permissão dos pais ou dos responsáveis. Nossa missão não é para uma fonte de poder para as acrianças. Nossa missão é ajudar as crianças e suas famílias a ter a sua própria coragem. Nossa presença estará disponível enquanto a criança precisar de nós. BACA também tem outras funções para as crianças , tais como churrascos e festas .
http://anjosmotociclistas.com.br/baca/
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
UMA EM CADA 10 MENINAS NO MUNDO SOFRE ABUSOS SEXUAIS, DIZ ESTUDO DA ONU
Foi divulgado
recentemente o resultado do maior Estudo realizado pela Unicef, agência de
defesa dos direitos da infância da Organização das Nações Unidas (ONU), sobre
violência infantil. O relatório, que inclui dados de 190 países,
revelou que cerca de 120 milhões de meninas no mundo, quase uma em cada
dez, foi estuprada ou vítima de abusos sexuais antes de completar 20 anos.
O relatório aponta ainda que a violência sexual
contra crianças tem consequências em longo prazo, na medida em que pode criar
obstáculos ao desenvolvimento físico, social e psicológico da vítima.
Relaciona-se também aos malefícios do abuso a indução de comportamentos
autodestrutivos, como a bulimia e a anorexia. Além de distúrbios psicológicos
tais como a depressão, ataques de pânico, ansiedade e pesadelos. O texto
também constata de forma alarmante que as crianças que sofreram abusos são
mais propensas a cometer suicídio. Sendo que o risco é proporcional à
gravidade do ato.
Além de elucidar a atual situação da violência
infantil em todo o mundo a Unicef, a partir dos dados
pesquisados, recomenda seis estratégias para evitar a violência contra
as crianças, entre esses: "apoiar os pais e fornecer às
crianças habilidades para a vida; mudar atitudes; reforçar os sistemas e
serviços judiciais, criminais e sociais; e gerar exemplos e consciência sobre
a violência e seus custos humanos e socioeconômicos, com o objetivo de mudar
atitudes e normas".
E quanto a nós, cidadãos comuns, o que podemos
fazer para contribuir com a mudança de atitude em relação à violência?
Organizações de defesa de direitos humanos em todo o mundo tem contribuído de
forma significativa para mobilizar cidadãos para causas diversas por
meio de campanhas que podem facilmente serem disseminadas pelas redes sociais.
A exemplo dessas destacamos a importante campanha internacional “Stop Rape
Now”( Pare o Estupro) que tem o objetivo de mobilizar a sociedade para parar
o estupro e Violência de Gênero em Conflitos. A campanha une organizações e
indivíduos em um esforço forte e coordenado para provocar mudança.
Segundo os organizadores da campanha;
“Estupro em conflito não é um
fenômeno novo. Mas com o aumento de dados advindos de pesquisas e a
visibilidade na mídia, fica clara a natureza generalizada da violência
de gênero em todo o mundo. Estupro não é mais considerado uma parte
inevitável do conflito armado, a evidência mostra que ele é empregado como
uma arma estratégica para destruir pessoas, comunidades e nações inteiras”.
Ainda, segundo a Instituição, “Violência de gênero
é uma arma tática utilizada pelas forças de segurança do Estado e de grupos
armados da mesma forma. Ele inclui estupro, escravidão sexual, gravidez
forçada, esterilização, mutilação genital e abuso sexual utilizando objetos. No
direito internacional, estupro e violência de gênero são considerados um
crime contra a humanidade, crimes de guerra e estupro pode ser um crime de
genocídio”.
Os motivos para estupro relacionados com
conflitos e violência de gênero são variados, vão do nível tático ao pessoal.
Neste sentido, para os organizadores da campanha:“O estupro é
muitas vezes usado para destruir os laços sociais e culturais das
comunidades, estupro coletivo pode ser usado para criar coesão dentro das
unidades do exército, ele pode ser usado para garantir o terror entre o
inimigo ou durante saques. Estupro continua a ser frequentemente
usado como uma arma após a negociação de paz, já que os vários lados nos
conflitos lutam para desmobilizar e retomar suas vidas ao lado do outro,
muitas vezes ainda temendo novos combates. A violência de gênero rasga o
tecido social e continua a deixar um profundo impacto sobre os sobreviventes
e comunidades nos anos após o ataque e conflito. Além de problemas médicos,
como doenças sexualmente transmissíveis, ainda há o agravante do trauma
psicológico”.
Os resultados da recente pesquisa demonstram que
este é o tempo oportuno para reavivar a campanha que já circula pelo menos há
6 anos na mídia. Apesar da insistência dos ativistas em propagar a causa e
sensibilizar as autoridades governamentais, membros da organização da campanha
Internacional para parar o Estupro e Violência de Gênero em Conflitos
expressaram a sua decepção com a Cúpula Global pelo Fim da Violência Sexual,
organizada pelo governo do Reino Unido, que segundo eles, terminou com poucos
resultados concretos capazes de provocar um impacto imediato.
Neste pronunciamento público, Leymah Gbowee,
Prêmio Nobel da Paz e co-presidente da campanha declarou: "Estamos
agindo por décadas. O que a sociedade civil quer é não falar mais, sabemos
como é ruim lá fora, nós precisamos que os governos influenciem o fim da
violência sexual.” E de forma contundente
rebateu: "A violência sexual e estupro não surge apenas
de condições de guerra; está diretamente relacionada com a violência que
existe na vida das mulheres durante o tempo de paz. A militarização e a
presença de armas legitima novos níveis de brutalidade e impunidade. Essa
violência, infelizmente, continua em no pós-conflito”.
Fazemos nossas as palavras de Gbowee. O
Ministério Filhas de Sara tem lutado para sensibilizar a sociedade e
principalmente a Igreja sobre a importância de tomar uma atitude em relação
aos frequentes abusos contra as mulheres. Sendo assim, consideramos
pertinente nossa adesão e total apoio à campanha. Junte-se a nós e diga não à
violência contra a mulher.
Conheça nosso projeto de acolhimento às meninas
vítimas de casamento forçado e mutilação genital em Guiné-Bissau. Para
maiores informações entre em contato conosco: claudia@maisnomundo.org.
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Fontes:
http://www.stoprapeinconflict.org/campaign_disappointed_in_results_of_global_summit ;
http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKBN0H01GV20140905;
http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/uma-em-cada-10-meninas-no-mundo-sofre-abusos-sexuais;
http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2014/09/uma-em-cada-10-meninas-no-mundo-sofre-abusos-sexuais-diz-estudo-da-onu-4591826.html
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domingo, 14 de setembro de 2014
VOGUE KIDS FAZ ENSAIO COM CRIANÇAS EM POSES SENSUAIS E PODE SER ACIONADA PELO MP
Pernas abertas, calcinha aparecendo, blusa levantada. Se
fossem modelos adultas, estaríamos discutindo aqui no blog, mais uma vez,
a objetificação do corpo mulheres. Mas são crianças e as fotos, do ensaio
“Sombra e água fresca”, publicado pela revista Vogue Kids em setembro,
praticamente falam por si.
“Muitas vezes quando pensamos em pedofilia imaginamos um
tio pervertido ou em um cara se escondendo atrás de um computador, ou de algo
escondido, secreto. Mas a gente não fala de uma cultura de pedofilia, que está
exposta diariamente, onde a imagem das crianças é explorada de uma forma
sexualizada.
A Vogue trouxe um ensaio na sua edição kids com
meninas extremamente jovens em poses sensuais. Alguns podem dizer que é
exagero. Que é pelo em ovo. Eu digo que enquanto a gente continuar a tratar
nossas crianças dessa maneira, pedofilia não será um problema individual de um
‘tarado’ hipotético, e sim um problema coletivo, de uma sociedade que
comercializa sem pudor o corpo de nossas meninas e meninos”, afirmou a roteirista
Renata Corrêa, uma das primeiras a criticar publicamente a revista.
A arquiteta Tuca Petlik conta que ficou chocada
quando viu a matéria. Foi ela quem tirou as fotos acima – editadas para
preservar a identidade das meninas. “Como ninguém que trabalhou na matéria
questionou? Produtor, maquiador, fotógrafo, diagramador, revisor, diretor de
arte, editor de texto, direção… Ninguém se ligou que estava um pouco demais?
Que dureza ver que ainda temos um caminho tão longo para percorrer em busca de
uma sociedade que valorize a infância, que proteja nossas crianças, que não
veja a mulher e seu corpo como mercadoria, que amplie os ‘modelos de beleza’.
etc… É triste”. Tuca é mãe de Maya, de dois anos. “Como mulher, como mãe, como
mãe de uma menina, eu sinto revolta”.
Yolanda Domínguez, artista
plástica espanhola que já realizou performances no Brasil questionando a
indústria da moda, afirma que “é alarmante a sexualização prematura a que as
meninas são submetidas por meio de bonecas (Brads, Barbies…), desenhos animados
e agora, a moda. Essas imagens possuem uma clara conotação sexual: meninas com
pernas abertas, deitadas, levantando a camiseta ou trazendo um peixe para a
boca. As meninas aprenderão que atitude se espera delas”. Yolanda, que é
editora do site Strike the
Pose, avalia que a Vogue cometeu um erro enorme e defende que
a revista “deveria pedir desculpas imediatamente”.
Jornalista e analista de moda, Vivi Whiteman lembra que
“a moda tem como regra trabalhar com meninas muito novas, que começam com seus
13 anos. Não sei quantos anos têm as moças das fotos, mas tenho certeza de que
foram autorizadas pelos pais”. Para Vivi, a moda não é exatamente o mais
ético dos mundos e não tem pudores com nenhum tipo de sensualidade. “Ao longo
dos anos temos grandes obras que abordam o tema da sexualidade infantil, de
Freud a Nabokov.
A questão é que num ensaio de moda feito para vender produtos
e comportamento não há espaço para teoria, nem para discussão, nem para
aprofundar nada. Não é questão de demonizar a revista, mas de fato é o caso de
ampliar o debate sobre essa questão. Não é moralismo, mas a constatação de que
essas imagens geram certas reações, elas não são neutras nem existem num
universo ideal. Os pais precisam se colocar e parar de fingir que esse tema não
existe. A revista é só mais um exemplo de um comportamento que está na mídia e
também na educação”.
O blog apurou que algumas pessoas já fizeram denúncias ao
Ministério Público e que instituições de defesa da criança e do adolescente
preparam-se para uma ação coletiva. Mas segundo a Ferraz Assessoria de
Imprensa, que cuida da conta da revista, até o momento não há nada a declarar
porque “não chegou nenhuma notificação. Tudo o que existe são burburinhos na
internet”.
FONTE: REVISTA CARTA CAPITAL
http://mairakubik.cartacapital.com.br/2014/09/11/vogue-kids-faz-ensaio-com-criancas-em-poses-sensuais-e-pode-ser-acionada-pelo-mp/
domingo, 17 de agosto de 2014
LEI MENINO BERNARDO
A Lei Menino
Bernardo é o nome adotado pelos deputados para projeto de lei 7672/2010,
da Presidência da República brasileira, proposto ao Congresso Nacional
Brasileiro que visa proibir o uso de castigos físicos ou tratamentos
cruéis ou degradantes na educação de crianças e adolescentes. A imprensa
brasileira apelidou a lei de Lei da
Palmada.
Relatado pela deputada Teresa Surita (PMDB-RR), o projeto
prevê que pais que maltratarem os filhos sejam encaminhados a programa oficial
de proteção à família e a cursos de orientação, tratamento psicológico ou
psiquiátrico, além de receberem advertência. A criança que sofrer a agressão,
por sua vez, deverá ser encaminhada a tratamento especializado.
A proposta
prevê ainda multa de três a 20 salários mínimos para médicos, professores e
agentes públicos que tiverem conhecimento de agressões a crianças e
adolescentes e não denunciarem às autoridades. A lei gerou polêmica e muitas
discussões desde que foi proposta, em 2003. Esta lei foi aprovada pela Câmara
dos Deputados no dia 21 de maio de 2014 e foi aprovada no Senado no dia 4
de junho de 2014.
Opinião
de especialistas
Segundo diversos advogados, a lei não proíbe exatamente a
palmada, uma vez que este termo nem é citado no corpo do texto. Para muitos, a
a lei é redundante em boa parte com a legislação anterior e não irá alterar
significativamente a realidade, sendo que alguns de seus pontos são subjetivos,
pois não definem exatamente o que seria o "sofrimento físico" suficiente
para gerar consequências jurídicas.
Já os psicólogos do Laboratório de Estudos da Criança
(Lacri), do Instituto de Psicologia da USP, apoiam a iniciativa da lei e
abominam a utilização de qualquer punição física (incluindo a palmada) .
Na mesma linha, a pedagoga Áurea Guimarães, professora da Faculdade de Educação
da Unicamp, defende que punições não resolvem, pois têm um caráter muito mais
exemplar, do que reflexivo: "A criança deixa de fazer algo por
medo, não por compreender o certo e o errado” .
Para a coordenadora técnica do Centro Regional de Atenção
aos Maus-tratos na Infância, Lígia Vezzaro Caravieri, existe uma visão
generalizada de que a violência doméstica da criança por parte dos pais é
norma. O presidente da comissão da Infância e Juventude da Ordem dos
Advogados do Brasil de São Bernardo do Campo e membro do
Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, Ariel de Castro
Alves, cita outros motivos para o uso da violência como forma de educar, como a
visão de que a criança é um objeto pertencente ao adulto (e não como um sujeito
com direitos) e a tradição de que a única forma de educar é a violência, além
da vulnerabilidade social.
FONTE: WIKIPEDIA
quinta-feira, 24 de julho de 2014
DENÚNCIAS DE ABUSOS SEXUAIS CONTRA CRIANÇAS AUMENTARAM 41,2% NA COPA
Notificações de casos que envolvem
crianças e adolescentes cresceram nas semanas do Mundial, segundo a Secretaria
de Direitos Humanos
A Copa do Mundo no Brasil não se resumiu
a futebol e escancarou uma triste realidade no país. Nas quatro semanas do
evento esportivo, as denúncias de exploração sexual de crianças e adolescentes
cresceram 41,2% em comparação ao mesmo período de 2013. O levantamento foi
feito pela Secretaria de Direitos Humanos (SDH), a pedido do Correio.
Considerando os dias entre 12 de junho e 13 de julho, os relatos recebidos por meio do Disque 100 da SDH saltaram de 524, em 2013, para 740 este ano. Pesquisadora na área da infância e da juventude, Graça Gadelha pondera que nem todas as denúncias são confirmadas, mas avalia que, no caso da Copa, o aumento das ligações reflete, sim, o crescimento dos casos. Ela passou por nove cidades sedes durante o Mundial para ministrar oficinas e fazer um estudo, ainda não divulgado, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), e afirma que foi possível constatar um incremento nas violações.
Considerando os dias entre 12 de junho e 13 de julho, os relatos recebidos por meio do Disque 100 da SDH saltaram de 524, em 2013, para 740 este ano. Pesquisadora na área da infância e da juventude, Graça Gadelha pondera que nem todas as denúncias são confirmadas, mas avalia que, no caso da Copa, o aumento das ligações reflete, sim, o crescimento dos casos. Ela passou por nove cidades sedes durante o Mundial para ministrar oficinas e fazer um estudo, ainda não divulgado, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), e afirma que foi possível constatar um incremento nas violações.
Graça explica que a exploração sexual
pressupõe trocas, seja por dinheiro, jantares ou roupas que atraem as crianças
e os adolescentes. “São situações que remetem à alta condição de vulnerabilidade
desse grupo, e as denúncias são, sem dúvida, um indicativo importante para
supostas violações que ocorrem de forma semelhante em contextos de grandes
eventos, que criam um cenário mais sensível”, avalia a socióloga e consultora
do Instituto Aliança. Segundo ela, as denúncias do Disque 100 sempre aumentam
em períodos de carnaval e outras festas que promovem fluxo acentuado de
pessoas. Na Copa, segundo o Ministério do Turismo, pouco mais de 1 milhão de
turistas de 203 nações vieram ao Brasil, e 3 milhões de brasileiros viajaram
internamente.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2014/07/22/interna_brasil,438488/denuncias-de-abusos-sexuais-contra-criancas-aumentaram-41-2-na-copa.shtml
sábado, 14 de junho de 2014
11 FOTOS QUE OS PAIS NÃO DEVEM PUBLICAR NAS REDES SOCIAIS!
Nos dias atuais, as redes
sociais estão cada vez mais presentes em nossas vidas e nas de nossos filhos.
Muitas vezes nós comprometemos a segurança deles e a nossa ao publicar fotos de
maneira ingênua, sem saber ao certo os problemas que isso pode causar!
Os sites Delas e
o M de Mulher publicaram
recentemente sobre que tipos de imagens devemos ter cuidado em postar na
rede e achei pertinente compartilhar essas informações com vocês!
“O rosto todo lambuzado pela
primeira papinha, a folia na hora do banho ou o tablet novinho em folha da
criança. São tantas as situações engraçadas ou fofas que os pais compartilham
nas redes sociais que fica difícil passar um dia sem topar com essas fotos. Mas
internet não combina com ingenuidade. Quem quer compartilhar imagens na rede
precisa entender que este é um ato permanente e cheio de riscos”.
Sequestro, pedofilia, buylling
e roubo estão entre os riscos aos quais as famílias se expõem ao publicar
imagens inadequadas na internet. Confesso que depois de saber disso, apaguei
algumas fotos das minhas redes sociais… Afinal, todo cuidado é pouco quando se
trata da segurança dos nossos pequenos, não é mesmo?
Vamos à lista!
1)Foto com registro de
localização
Antes de baterem uma foto de
seus pequenos, desativem o geolocalizador do celular ou da câmera fotográfica.
Ninguém precisa saber quais são os locais que a criança frequenta. Pessoas
mal-intencionadas podem usar essas dicas para assustarem vocês quando seus
filhos não estiverem em casa. Sabem aqueles trotes que simulam sequestros? Eles
ficam muito mais assustadores se a pessoa que estiver ligando tiver informações
precisas da vida de seus filhos.
2) Foto da
criança nua e tomando banho
Posso publicar uma foto do meu
filho tomando banho? As partes íntimas do pequeno estão aparecendo? Antes de
compartilharem algo assim, pensem três vezes para não se arrependerem depois.
Infelizmente, há o risco de pedofilia. Há muitas pessoas mal-intencionadas na
internet que ficam procurando imagens de crianças peladas para compartilhar em
sites de conteúdo impróprio.
3) Foto da
criança com uniforme da escola
Evite que estranhos
identifiquem a rotina do seu filho, que saibam qual é o nome do colégio que ele
estuda e os cursos extras que ele frequenta. Essas informações podem ser usadas
em planejamento de sequestro.
4) Foto da
criança em alta-qualidade
A partir do momento em que uma
foto cai na rede, perde-se totalmente o controle sobre ela. Fotos em alta
resolução, por exemplo, podem ser editadas e usadas com mais facilidade e podem
ser utilizadas com muitos propósitos, incluindo propagandas não autorizadas.
5) Foto da
criança com outros amiguinhos
Jamais publique a foto de
outra criança sem a autorização dos pais. A internet é uma rede mundial, por
isso, todo cuidado é pouco! Os pais dos amiguinhos podem não gostar e não
querer a tal exposição. Fiquem atentas!
6) Foto da
criança no ambiente de trabalho dos pais
Com a divulgação desse tipo de
imagem, os usuários, além de saberem quais são os locais que o filho frequenta,
saberão também onde os pais trabalham. Todos ficam vulneráveis! Mais uma vez:
não divulguem informações da sua vida pessoal. É muito perigoso!
7) Fotos que
vão fazer a criança sentir vergonha no futuro
“Algumas fotos podem ser
bonitinhas, mas, no futuro, podem constranger seu filho deixando-o vulnerável
para ser alvo de bullying”, aconselha Marcos Ferreira, especialista em
segurança da informação da TrustSign, empresa focada em soluções de segurança
na internet.
8) Fotos da
criança perto de objetos de valor
Evitem postar fotos que possam
chamar atenção para os bens materiais da família. Ninguém precisa, por exemplo,
saber que seu filho ganhou um IPad de presente.
9) Fotos
publicadas em álbum aberto para todos
É ingenuidade acreditar que
existe segurança apenas porque o seu perfil só pode ser visualizado por amigos
e amigos dos amigos. Quem são os amigos dos seus amigos? Vocês os conhecem?
Todo cuidado é pouco.
11) Pistas da
casa da criança:
Evitem fotos em que a fachada
da sua casa, o nome da rua ou pontos de referências fiquem evidentes!
11) Fotos
engraçadinhas
Muito cuidado para uma foto
fofa do seu filho não se tornar o próximo meme ou gif da moda. Eles viralizam
com muita facilidade!
Texto do site justrelmoms.com.br de 14 de abril de 2014.
FONTE: Site Criança a torto e a direitos
terça-feira, 10 de junho de 2014
OUÇA O QUE DIZEM MULHERES QUE SOFRERAM VIOLÊNCIA SEXUAL NA INFÂNCIA
Hoje adultas, elas afirmam que
trauma da exploração dura para sempre.
Não há
números exatos sobre quantas crianças e adolescentes são vítimas de exploração
sexual no Brasil. Segundo estimativa da Organização Internacional do Trabalho
(OIT), 100 mil menores de idade, principalmente meninas, são exploradas em mais
de 900 municípios do país, quase metade deles no Nordeste. Embora o problema
seja de difícil detecção, quem já o sofreu na pele garante: o trauma é real,
profundo, e dura para sempre.
Violência
durante a vida inteira
Dos 32
anos de Maria do Socorro*, 13 foram de agressão familiar; 12 de exploração
sexual, prostituição e uso de drogas, e sete de uma nova vida na reabilitação.
"Eu nunca amei", diz ela ao lembrar dos anos em que se prostituiu.
Ela conta ter tido seis filhos. Cinco deles foram frutos de abuso e
prostituição. "Eles não sabem. Não sabem quem são os pais deles. Nunca
contei. Tenho medo de que não entendam, de que me odeiem", diz a mulher
que, atualmente, trabalha como zeladora com um novo companheiro, no Ceará.
"Estou aprendendo agora [a amar]", diz ela.
Adotada
aos três anos, ela conta que fugiu de casa aos 13, depois de cansar de apanhar
da mãe adotiva. Nas ruas, ela conheceu uma menina e acabou morando na casa da
mãe dela, a cafetina que a levou pela primeira vez pelo caminho da prostituição
infantil. "O pior dia foi o primeiro, eu nunca tinha feito aquilo. Foi no
dia que cheguei. Eu chorava tanto, eu não queria, ela me obrigou", afirma
ela, acrescentando que "foi estupro".
Os
clientes eram arranjados pela cafetina e os abusos sexuais ocorriam em matagais
na Região Metropolitana de Fortaleza. As adolescentes ficavam com uma parcela
pequena do dinheiro pago pelos abusos, apenas o suficiente para comprarem
drogas. A maior parte do dinheiro ficava com a proprietária da casa.
"Até
que eu engravidei e ela me expulsou. Eu tinha 15 anos."
Ela
foi morar em um quarto de taipa, nas ruas, onde mantinha relação sexuais em
troca de drogas, mesmo grávida. "Eu vivia suja. Eles [os 'clientes'] não
ligavam", conta. "Eu dei meu filho quando ele tinha um mês e 20 dias.
Procurei minha mãe e dei pra ela. Eu não queria essa responsabilidade. Até hoje
ela cuida dele", afirma Maria do Socorro que, dois meses após o nascimento
do primeiro filho, engravidou novamente do mesmo "cliente".
A
segunda gravidez trouxe um relacionamento fixo, uma nova rotina e novos vícios.
"Eu parei de me prostituir e fui pedir esmolas e comecei a usar
crack", diz. Maria do Socorro criou a filha nestas circunstâncias até os
cinco anos. "Mas eu perdi a guarda dela porque me denunciaram." Aos
20 e poucos anos e viciada em drogas mais pesadas, ela largou o companheiro,
que a espancava, e foi em busca de clientes com mais dinheiro e mais exigentes.
Ela passou a se prostituir na Avenida Beira Mar, um dos principais pontos
turísticos de Fortaleza. "Aqui [no bairro em que vive] meus clientes eram
velhos e tudo acabava rápido, né? Pagava pouco. Lá [na Beira Mar] não, eles
queriam curtir a droga com a gente. Mas também demorava mais, era a noite toda.
Quando começava, eu queria era que acabasse logo", conta.
Na
Beira Mar, ela se envolveu com um estrangeiro e, como muitas garotas, acreditou
que o príncipe dos sonhos lhe daria uma vida melhor. O homem, porém,
desapareceu e, depois de um tempo, ela descobriu que estava grávida novamente.
"Pra mim foi o fundo do poço. Você grávida de uma pessoa que você nem sabe
quem é. Eu nunca engravidei na rua. Era uma vergonha", disse ela, que não
sabe o nome ou o país de origem do pai de sua filha.
Após
tentativas frustradas de provocar um aborto, ela foi convencida a não dar sua
filha para a adoção, e foi levada a um tratamento de desintoxicação na
Sociedade da Redenção. A estrada para a recuperação foi árdua, e ela chegou a
repetir o ciclo e bater na filha recém-nascida. "Eu entrei em depressão e
tinha tanta vergonha. Eu era que nem a minha mãe e eu me sentia triste com
isso."
Há
um ano e meio, Maria do Socorro encontrou um novo companheiro com quem teve
mais um filho, desta vez, planejado e com acompanhamento médico. Os quatro
vivem em uma pequena casa afastados do local onde as lembranças eram mais
fortes. "Muita coisa ficou, eu não deixo minha filha na rua pra brincar,
tenho medo."
Maria do Socorro ainda pretende se reaproximar dos
filhos que vivem com sua mãe adotiva. Enquanto isso, ela ainda tenta se
entender com o próprio passado. "Minha filha que vive comigo vive
perguntando quem é o pai dela. Eu tenho vergonha, eu minto, cheguei a dizer que
ele morreu."
Dois
dias presa em um ponto de prostituição
Com
Joana*, de Pernambuco, a história não começou na violência. Criada pela tia,
ela diz não ter tido problemas em casa. Seu problema existia nas ruas e se
aproveitava de meninas imaturas que gostavam de brincar desacompanhadas.
"Eu gostava de sair, de conhecer o mundo, né", afirmou ela. Na noite
de Ano Novo de 2008, com 17 anos recém-completos, a adolescente acompanhou uma
conhecida do bairro a outro local. A menina lhe disse que precisava buscar uma
troca de roupa para aproveitar o Réveillon. Chegando lá, porém, Joana disse que
se deparou com um espaço aberto lotado de homens, e mulheres que faziam programa
"Eu
não sabia dos perigos que a rua causava. Achavam que eu estava fazendo
programa. Perguntavam se eu queria ficar com eles. 'Você quer ficar comigo? Eu
lhe ajudo a voltar pra casa'", reconta ela. Sem crédito no celular, só
depois de dois dias Joana conseguiu convencer um dos homens da região a levá-la
de volta ao seu bairro. Antes disso, porém, ela diz ter sido obrigada a ficar
com quatro homens contra a sua vontade, após sofrer ameaças de agressão e
propostas de programas pagos em trocados ou comida. Um dos homens a ameaçou com
uma arma e tentou impedir que ela tentasse ligar para a mãe.
Além
de notar a presença de outras adolescentes no local, ela diz ter conhecido um
estrangeiro por lá. O homem, que segundo ela era alemão, lhe disse que havia
escutado várias vezes relatos de outras jovens como ela.
Na
volta para casa, com vergonha de enfrentar a mãe, Joana se escondeu na casa de
amigas e precisou ser acalmada pelos vizinhos. "Eu era muito aventureira,
por isso não avisei minha mãe aonde eu ia. Ela esperou por mim três dias
chorando", relembra ela.
Nas
ruas de Recife, Joana diz que abordagens de adolescentes por homens adultos são
comuns, independente de haver oferecimento por parte delas. Ela afirma que,
também com 17 anos, foi parada na rua por homem que lhe ofereceu trabalho.
Depois de anotar os dados pessoais dela, ele a conduziu a um suposto
escritório, onde tentou fazer com que ela posasse nua para fotos. Ao perceber a
armadilha, Joana se recusou e conseguiu fugir, ouvindo do homem que ninguém
acreditaria em sua história, se ela a contasse.
"Existem
muitas pessoas que não têm nenhum instinto de ser humano. Que esquecem o que é
família, o que é vida, o que é criança, o que é uma pessoa perdida",
afirma ela. Segundo Joana, esse tipo de pessoa pode se aproveitar de
adolescentes imaturas como ela foi um dia. "Principalmente na Copa."
Copa aumenta fatores de
vulnerabilidade
Anna
Flora Werneck, gerente de Programas da Childhood Brasil, afirma que não é a
Copa do Mundo que traz riscos de exploração sexual infantil, "mas alguns
fatores da Copa aumentam a vulnerabilidade para que isso ocorra". Ela cita
a grande movimentação de pessoas, a antecipação das férias escolares –que dá
mais um motivo para os menores de idade ficarem ociosos–, a oferta de bebida
alcoólica e o trabalho informal. Além da Copa, esses fatores também aparecem em
outros eventos, como o Carnaval, as paradas LGBT e corridas de Fórmula 1. Por
isso, segundo ela, o problema não deve ser esquecido a partir de 12 de julho.
Segundo
ela, a exploração sexual infantil é móvel. "De certa forma ela é visível,
mas é invisível. Você descobre o ponto, divulga, e as redes criminosas
rapidamente vão para outro lugar." Apesar disso, diz a especialista, os
espaços onde esse tipo de rede pode atuar sempre têm semelhanças,
principalmente fatores de vulnerabilidade. Entre eles estão problemas
familiares, incluindo maus tratos, e regiões com baixo índice de
desenvolvimento humano, como as favelas e comunidades mais pobres.
São
fatores como esse que levam as crianças e adolescentes às ruas, e lá as redes
de tráfico de drogas e de prostituição não demoram a encontrá-las.
De
acordo com a Childhood Brasil, os efeitos da violência são duradouros. Em pesquisa
feita em 2009 com 69 adolescentes resgatadas de situações de exploração sexual,
60,9% delas afirmaram que já pensaram no suicídio. Dessas, 58,1% já tentaram
tirar a própria vida. O número é dez vezes mais alto que a média brasileira.
"Quando
violência sexual acontece, normalmente outros direitos já foram violados. Para
garantir o direito, tem que garantir que a criança não esteja na rua, não está
vendendo drogas, não está em situação de trabalho infantil, não está fora da
escola, não se sente diminuída, insegura, não está brincando no esgoto."
'Escuridão'
é para sempre
A escritora, historiadora e funcionária pública Maura de
Oliveira Lobo já nasceu sem direitos. Era a década de 1970, bem antes do
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e suas primeiras lembranças são de
quando ela tinha 4 anos de idade e vivia nas ruas do Rio de Janeiro com a
mulher que lhe deu o sobrenome Oliveira. "Não sei dizer onde eu nasci,
porque eu não tenho referência dos meus pais. Foi uma mulher da rua que me registrou.
Era uma mulher sem paradeiro", reconta Maura, que adotou o sobrenome Lobo
após casar pela segunda vez, anos depois de conseguir se emancipar e escapar de
uma década de violência emocional, física e sexual.
O
problema de Maura não foi a prostituição infantil, mas a pedofilia na
residência de uma família que a acolheu aos sete anos com o intuito de fazê-la
responsável pelo trabalho doméstico. Após sofrer três anos de violência sexual
do pai da família, ela passou outros sete nas mãos do genro dele, que a tratava
da mesma forma. Maura só conseguiu sair da tutela da família aos 16 anos, idade
em que, naquela época, a pessoa ganhava o direito de ser ouvida pela Justiça.
Hoje,
Maura tem a própria família e mantém uma ONG que atende crianças em situação de
exploração sexual infantil. "É uma ruptura, é uma maldade tão grande que é
para sempre. Para sempre vai se viver numa escuridão dessa lembrança ruim. Eu
posso lhe garantir que não tem volta." Ela afirma que é feliz, mas só
conseguiu superar o que chama de "escuridão" depois de começar a
trabalhar para ajudar a resgatar outras crianças que passam pelo mesmo que ela
passou. "É triste ver que a mesma história ainda acontece. Ainda existe
muita exploração, muita violência infantil. É como se a gente olhasse para trás
e visse o mesmo filme todos os dias", diz Maura.
Apesar
de a grande maioria dos casos de pedofilia envolverem familiares, os riscos de
casos de exploração sexual infantil durante a Copa do Mundo no Brasil preocupam
a escritora. "Não existe uma criança se tornar uma mulher. Não existe. Uma
criança é uma criança tanto no seu corpo quanto na sua alma", afirma ela.
"Gostaria
que os turistas olhassem para o futebol, olhasse para as belezas naturais, mas
nunca que olhassem para essas crianças desejando-as. Que possam olhar para
aquela criança e pensar em si próprio. Só quando a pessoa consegue se colocar
no lugar do outro ela consegue pensar na dor alheia. Não é possível que três
minutos de prazer seja suficiente para destruir o futuro de uma vida."
Ana Carolina Moreno,
Diana Vasconcelos e Luna Markman
Do G1, em São Paulo,
Fortaleza e Recife
http://g1.globo.com/politica/noticia/2014/06/ouca-o-que-dizem-mulheres-que-sofreram-violencia-sexual-na-infancia.html
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