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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

NA ONU, ESPECIALISTAS DEBATEM MEIOS DE ACABAR COM ABUSO SEXUAL INFANTIL NA INTERNET


Especialistas jurídicos, de investigação e acadêmicos se reuniram na sede da ONU em Viena (Áustria) para encontrar formas de combater a exploração infantil online, que se tornou mais recorrente devido aos avanços tecnológicos.
“A exploração sexual de crianças não é um fenômeno novo, mas a era digital tem agravado o problema e deixado as crianças mais vulneráveis”, disse o diretor executivo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), Yury Fedotov, durante o evento, que ocorreu na semana passada.
Embora os avanços nas tecnologias de informação e comunicação (TICs) não tenham necessariamente dado origem a novas formas de abuso infantil, eles têm, em alguns casos, mudado a natureza e dimensão da exploração.
Através da Internet, criminosos podem ter acesso às crianças mais rapidamente e em maior quantidade, utilizando salas de chat, e-mail, jogos online e sites de redes sociais para encontrar suas vítimas. O ciberespaço também aumentou significativamente a capacidade de criminosos para acessar materiais de abuso sexual infantil.
“Antes da Internet, a coleção de um predador sexual infantil de 150 imagens era considerada enorme, hoje, uma coleção de 150 mil imagens é comum. Uma coleção de 1,5 milhão de imagens não é impossível”, disse um psicólogo forense que trabalha com predadores sexuais infantis, Joe Sullivan.
Os especialistas concordam que uma educação e conscientização melhorada são essenciais para proteger as crianças, enfatizando que os pais devem se esforçar para superar a “distância digital geracional” e ter um grande interesse na tecnologia que eles dão aos seus filhos, os educando sobre o seu uso seguro e sobre as potenciais ramificações do comportamento online sem cuidados.
Embora atualmente não exista uma legislação consistente entre os países em relação ao abuso infantil online, Fedotov disse que a UNODC está em uma posição única para ajudar os países a lidar com esta questão a nível global.
“Podemos incentivar a cooperação eficaz entre os países nas investigações e apoiar os esforços globais de conscientização para educar pais e crianças sobre o uso seguro das TIC’s. Mas todos devem fazer sua parte – incluindo o setor privado, que é a principal força motriz por trás dessa evolução tecnológica”, disse.


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