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quinta-feira, 9 de junho de 2016

CASO ANA LÍDIA COMPLETA 42 ANOS CERCADO DE MISTÉRIO E IMPUNIDADE

Às 13h50 de uma terça-feira típica da seca que castiga Brasília, começou a ser escrita uma história de terror que comoveu, revoltou e, até hoje, mexe com os moradores da capital: o brutal assassinato de Ana Lídia Braga, 7 anos, que completa hoje 40 anos. Em quatro décadas, foram muitas perguntas, muitas investigações, muitos julgamentos e nenhuma condenação. Deixada pelos pais na escola Madre Carmen Salles, na 604 Norte, a menina não chegou a entrar no colégio. Foi abordada por um homem alto, loiro, de cabelos compridos, que vestia blusa branca e calça verde-oliva. Na companhia dele, deixou o pátio da escola pela última vez.


Em 11 de setembro de 1973, a morte brutal de uma menina de 7 anos abalou para sempre o clima de tranquilidade que pairava sobre Brasília. Apesar da grande repercussão, ninguém foi punido pelo hediondo assassinato

Vinte e duas horas depois de começado o pesadelo, o corpo da menina foi encontrado em um matagal próximo à Universidade de Brasília. Nua, com os cabelos louros cortados de forma irregular, bem rente ao couro cabeludo, e violentada, Ana Lídia teve a vida interrompida e atirada em um cova rasa no cerrado. “A polícia só descansará quando o responsável pela morte da menor for localizado e preso”, disse o então secretário de Segurança Pública do DF, coronel Aimé Laimaison em 12 de setembro de 1973. O que poderia ser o ponto final de um trágico episódio tornou-se, na verdade, o início de um caso que, até hoje, segue sem solução.

Nos anos 1970, Brasília ainda mantinha ares de cidade pequena. O Plano Piloto já era reduto da classe média e abrigava essencialmente servidores públicos. É nesse contexto, quase bucólico, em que a família Braga estava inserida. Eloyza Rossi Braga e Álvaro Braga eram funcionários do Departamento de Serviço de Pessoal (Dasp). Viviam no Bloco 40 (hoje Bloco B) da 405 Norte e, além da pequena Ana Lídia, eram pais de Álvaro Henrique Braga, à época com 18 anos, e Cristina Elizabeth Braga, então com 20. A filha temporã era o xodó de todos. Muito protegida, não brincava nos pilotis, não tinha amiguinhos nem saía de casa desacompanhada.

Aos 7 anos, Ana Lídia cursava, pela manhã, a 1ª série do ensino fundamental na escola religiosa que ficava próximo de casa. No turno vespertino, também no Carmen Salles, tinha aulas de reforço — às terças e sextas-feiras — e de piano — às segundas, quartas e quintas-feiras. Como sempre trabalhou, Eloyza contava com o auxílio de uma empregada. Rosa da Conceição Santana estava com a família havia 20 anos. Naquele 11 de setembro, antes de seguirem para o trabalho, os pais levaram a menina para a escola. 

Por volta das 16h30, como de costume, Rosa foi buscá-la a pé. Ao procurar a menina, recebeu a notícia de que ela não havia comparecido ao colégio naquela tarde. Preocupada, Irmã Celina, diretora da instituição, ligou para a mãe da aluna a fim de certificar-se de que ela fora deixada no colégio. Com a confirmação de Eloyza, o mundo da família Braga começou a desmoronar.

Às 12h do dia seguinte, agentes da Polícia Civil acharam o corpo de Ana Lídia em um terreno da UnB. Próximo ao local em que ela foi enterrada, havia duas camisinhas. O laudo do Instituto de Medicina de Legal atestou que a morte se deu por asfixia, provavelmente provocada por sufocação, entre às 4h e às 6h do dia 12 de setembro. Havia ainda manchas roxas e escoriações em várias partes do corpo. O exame revelou ainda um dos detalhes mais sinistros do crime: depois de morta, a criança foi estuprada.

FONTE: CORREIO BRAZILIENSE

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2013/09/11/interna_cidadesdf,387506/caso-ana-lidia-completa-40-anos-cercado-de-misterio-e-impunidade.shtml

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