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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

ABUSO SEXUAL INFANTIL LIDERA ESTATÍSTICAS DO CONSELHO TUTELAR


Entre quatro paredes um crime silencioso deixa suas vítimas marcadas para sempre. O abuso sexual infantil encabeça as estatísticas do Conselho Tutelar de São João Batista, que registrou só no primeiro semestre do ano 21 casos. Esses são os números que chegam aos conselheiros já que esse tipo de crime pode ficar escondido por muitos anos.
Estudo do Ministério da Saúde aponta que a maior parte das agressões ocorre na residência da criança. Em relação ao meio utilizado para agressão, a força corporal ou espancamento foi o meio mais apontado. Em 45,6% dos casos o provável autor da violência era do sexo masculino. Grande parte dos agressores são pais e outros familiares, ou alguém do convívio muito próximo da criança e do adolescente, como amigos e vizinhos.
A conselheira tutelar, Simone Vargas, afirma que os índices registrados em São João Batista são elevados se considerado o número de habitantes. No município a maioria das vítimas são meninas. Os casos são descobertos geralmente através de denúncias e os encaminhamentos realizados em várias etapas para evitar um trauma ainda maior na criança.
“A gente busca deixar a criança ou adolescente confiante para mostrar que o Conselho está ali para ajudar. É uma situação muito complicada. Explicamos que estamos ali para proteger, que trabalhamos em sigilo e pedimos para que ele passe todas as informações. Em um caso de abuso, precisamos manter sigilo até para que a criança possa falar, explicar o que está acontecendo”, afirma.
Após as informações serem colhidas pelo Conselho Tutelar, à criança ou adolescente é encaminhada para Delegacia e um Boletim de Ocorrência é registrado. Uma das primeiras preocupações das autoridades nestes casos é na identificação do agressor. Caso seja alguém próximo à vítima, providências são tomadas para evitar o contato.
As marcas psicológicas da violência sexual contra crianças ou adolescentes são difíceis de serem apagadas e o acompanhamento de profissionais especializados é imprescindível. Elas também são encaminhadas para o Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas), que atende os menores que tiveram algum direito violado.
De acordo com Simone Vargas, entre as principais denúncias que o Conselho Tutelar de São João Batista recebe, o abuso sexual é praticado por um familiar. Ela diz que a violência é praticada em locais incomuns envolvendo ainda o circulo de amizade, nas escolas e casas de amigos. E a violência não precisa necessariamente de contato físico para ser caracterizada.
“Ela é configurada por duas ações. Quando acontece carícias ou o ato sexual com ou sem violência. E também pode ser caracterizada sem contato físico. É o abuso sexual verbal, que é a conversa sobre as atividades sexuais para despertar o interesse, exibicionismo, exibindo suas partes intimas para as crianças e adolescentes. São esses os casos que a gente mais atende aqui”, diz Simone.
As ameaças sofridas por crianças e adolescentes, dificultam a descoberta dos casos. Mas, existem alguns sinais que podem mostrar e podem ser observados pelos pais, professores ou outro cuidador da criança são: conhecimento ou comportamento sexual fora do esperado. Mudanças no comportamento como perda do apetite, pesadelos, medo de dormir, se afastar das atividades rotineiras.
A sociedade tem responsabilidade em denunciar os casos ao Conselho Tutelar. Qualquer pessoa pode ligar para o Disk 100, que é a Central que recebe todas as denúncias de violência contra a criança e o adolescente. Ao receber a denúncia são emitidos chamados para todos os órgãos envolvidos. O Conselho Tutelar tem até três dias para averiguar a situação. É garantido o anonimato. O cidadão também pode comunicar diretamente o Conselho de seu município/região:

FONTE: CLUBEI

http://clubei.com/noticias/reportagens/abuso-sexual-lideraestatisticas/

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