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sábado, 9 de novembro de 2013

PEDOFILIA - ARTIGO DE CRISTINA SILVEIRA PARA O PORTAL BH DA MENINADA

ENVIADO POR ANA PORTUGAL


Após ler um anúncio chocante feito pela Associação de Psicologia  Americana (APA) em sua mais recente edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais,  que causou muita revolta entre organizações pró-família e muitos outros, pelo fato de que agora a dita associação está classificando a pedofilia como orientação ou preferência sexual em vez de desordem, resolvi pesquisar um pouco mais sobre o assunto.
O que é Pedofilia? Oficialmente, Pedofilia é o desvio sexual "caracterizado pela atração por crianças, com os quais os portadores dão vazão ao erotismo pela prática de obscenidades ou de atos libidinosos" Essa palavra vem do grego, onde “Pedo” significa criança e “ Filia” significa atração.

Segundo o DSM IV, tal distúrbio pode der identificado, se:

  1. Ao longo de um período mínimo de seis meses, fantasias sexualmente excitantes, recorrentes e intensas, impulsos sexuais ou comportamentos envolvendo atividade sexual com uma (ou mais de uma) criança pré-pubere (geralmente com idade inferior a 13 anos.
  2. As fantasias, os impulsos sexuais ou os comportamentos causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional em outras áreas importantes da vida do individuo.
  3. O indivíduo tem no mínimo 16 anos e é pelo menos cinco anos mais velho do que a criança ou crianças no critério A. Nota: Não incluir um indivíduo no final da adolescência envolvido em um relacionamento sexual contínuo com uma criança com 12 ou 13 anos de idade.
  4. Especificar :

a)Atração sexual pelo sexo masculino
b)Atração sexual pelo sexo feminino
c)Atração sexual por ambos os sexos

Especificar se é restrita ao incesto

Especificar se :
a)Tipo exclusivo (atração apenas por crianças)
b) Tipo não exclusivo 

Em aproximadamente 25% dos casos, o pedófilo foi uma criança molestada.  As experiências de violência ou abuso sexual na infância correlacionam-se a perturbações psicológicas e comportamentais na vida adulta, especificamente sendo identificada a associação entre o abuso sexual de crianças e os distúrbios psiquiátricos como transtorno de estresse pós-traumático, transtornos do humor e transtornos psicóticos.
O pedófilo geralmente busca a companhia e a amizade de crianças a de adultos, procurando ser muito gentil e tenta agrada-las demasiadamente. Normalmente buscam ficar sempre perto delas e fotografa-las, presenteando-as sempre.
Para a maioria desses criminosos o planejamento se inicia horas, dias ou até meses antes da ação. Apesar de compreenderem que estão agindo fora da lei, racionalizam seu comportamento, convencendo-se de que não estão cometendo nenhum crime e de que seu comportamento é aceitável. O molestador de crianças convence a si mesmo de que a criança quer se relacionar sexualmente com ele, projetando nela os pensamentos e sentimentos que ele quer que ela tenha sobre ele. Ele interpreta a reação humana da vítima aos seus atos preparatórios e manipulatórios como resposta positiva aos seus desejos sexuais e se convence de que seu comportamento abusivo não causa estragos nem é prejudicial à criança.
Um importante aspecto associado aos molestadores de crianças é a psicopatia. A presença de psicopatia em pedófilos colabora para a expressão de insensibilidade afetiva, diminuição da capacidade empática e elevado comportamento antissocial. Vários estudos têm demonstrado que criminosos psicopatas apresentam histórico de violência gratuita, com atos extremos de violência, como sadismo, crueldade e brutalidade. O que vai caracterizar o pedófilo ou molestador com psicopatia é a manifestação de evidente crueldade na conduta sexual, centrada e modulada pela postura de indiferença à ideia do mal que comete, não expressando emoções quanto ao desvio nem ao fato de que o seu comportamento produz sofrimento. Sugere-se que esse tipo de agressor sexual experimenta o prazer não mais com o sexo, e sim com o sofrimento de sua vítima. 
A dificuldade no controle da compulsão se apresenta como o fator de maior vulnerabilidade para a ocorrência de condutas criminosas. Altos níveis de testosterona, incapacidade em manter relação conjugal estável, traumatismo crânio-encefálico, retardo mental, psicoses, abuso de álcool e substâncias psicoativas, reincidência de crimes sexuais e transtornos da personalidade são outros fatores conhecidos de vulnerabilidade para as condutas sexuais criminosas.
Acredita-se que a passagem da fantasia para a ação no caso dos pedófilos ocorre com maior frequência quando o indivíduo é exposto a estresse intenso, situações nas quais haja grande pressão psíquica, como discussão conjugal importante, demissão, aposentadoria compulsória etc.
Nesse caso, quando envolvidos com atos ilícitos, a expressão do comportamento criminoso dos pedófilos permite diferenciá-los em dois tipos: os abusadores e os molestadores. Os abusadores caracterizam-se principalmente por atitudes mais sutis e discretas no abuso sexual, geralmente se utilizando de carícias, visto que em muitas situações a vítima não se vê violentada. Já os molestadores são mais invasivos, menos discretos e geralmente consumam o ato sexual contra a criança.
Resumindo.... os pedófilos são pessoas frias, insensíveis ao sofrimento da criança, com traços psicopatas. Portanto, as crianças estarão COMPLETAMENTE indefesas se ficarem a mercê desse doente mental e cruel. A crueldade é tamanha, que  muitas  vezes ela é levada a acreditar, que foi culpada pelo abuso praticado pelo criminoso.
Portanto, famílias, pais, responsáveis, professores e todos os adultos que se sentirem responsáveis pela proteção da Infância, se atentem! Protejam nossas crianças e participem desse processo!
Cristina Silveira é psicanalista, psicopedagoga e educadora,
especialista em neuropsicopedagogia, arte-terapia e psicologia do trabalho. Tem formação em educação inclusiva (TDAH, autismo, Síndrome de Down) e atualização em artes plásticas e saúde mental. Idealizadora do Movimento Resgatando a Infância.


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