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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

ALERTA: PALESTRA CONTRA A PEDOFILIA


TRT do Paraná promove palestra contra a pedofilia

Não é somente uma agressão ao corpo, é uma agressão à alma, aponta a sargento Tânia Mara Abrão Guerreiro que realizou a palestra de alerta contra esse crime que vitima milhares de crianças brasileiras a cada ano
O pedófilo não tem cara, não tem classe social, não tem modo de andar e de falar. Ele pode ser qualquer pessoa, e pode estar ao seu lado. Com essa definição, a sargento Tânia Mara Abrão Guerreiro, deu início à palestra Quebrando o Silêncio, promovida pela Comissão de Responsabilidade Socioambiental do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR) numa alusão ao Dia da Criança, comemorado em 12 de outubro.
Tânia coleciona experiências na luta contra o abuso sexual infantil. São 31 anos de serviço na Polícia Militar do Paraná, sendo 29 anos dedicados especialmente ao combate à pedofilia. Ela ressaltou a importância do combate à pedofilia, pois como os abusos acontecem entre quatro paredes, o silêncio se perpetua, explica.
Segundo relatos da sargento Tânia, até os cinco anos de idade a criança pode não interpretar o abuso como uma agressão, dependendo do contexto em que acontece, pois o pedófilo costuma agir por meio de brincadeiras. Ele inventa histórias infantis para justificar o abuso, além de oferecer guloseimas e brinquedos para conquistar a confiança da criança, explica. Somente a partir dos seis anos, os pequenos começam a perceber que o mesmo carinho ofertado a elas, não é dado às outras crianças e passam a considerar a atitude errada. Dessa forma, as ameaças e agressões por parte do pedófilo tornam-se constantes, pois a criança passa a se esquivar da situação de abuso, confirma a sargento.
Os índices de agressão sexual às crianças são alarmantes. Em Curitiba e na Região Metropolitana, diariamente, quatro crianças são vítimas de abuso sexual. Já no Brasil, o número é ainda maior: são oito crianças violentadas a cada minuto. Destas, 25% irão desenvolver depressão na idade adulta, com fortes tendências ao suicídio. Atendi um caso de um menino de sete anos, vítima de pedofilia, que tentou cometer suicídio três vezes, conta Tânia.
A baixa autoestima também é um sintoma presente em cerca de 58% das vítimas, pois os pedófilos acusam a criança de participação e provocação nos abusos, diz a sargento. Juntamente com a culpa e a insegurança, muitas crianças ainda sofrem com a conivência da própria mãe. Cerca de 90% delas são cúmplices da situação porque têm medo de perder o marido. Outras sentem ciúmes da atenção dedicada à criança e entram numa disputa afetiva com os próprios filhos, ressalta.
Na opinião da sargento Tânia, iniciativas como a do TRT-PR deveriam ser expandidas para outros órgãos e instituições, a fim de conscientizar a população a respeito dos perigos da pedofilia e alertar sobre a falta de legislação específica. No Brasil, a pedofilia se enquadra juridicamente como crime de estupro de vulnerável, com pena de oito a 15 anos de reclusão. Porém, como a grande maioria dos molestadores não possui antecedentes criminais, a pena acaba sendo reduzida. Dessa forma, a punição torna-se pequena porque quando o pedófilo ganha a liberdade, a criança ainda não cresceu, e os abusos, muitas vezes, voltam a acontecer, finaliza.
A palestra contou ainda com a participação da desembargadora Federal do Trabalho Ana Carolina Zaina, presidente da Comissão de Responsabilidade Socioambiental.
Texto e fotografias: Letícia Gabriele, com supervisão de jornalista profissional.

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