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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

ANISTIA INTERNACIONAL QUALIFICA COMO TORTURA ABUSOS SOFRIDOS POR MENORES NA IRLANDA


A Anistia Internacional (AI) qualificou nesta segunda-feira como "tortura" os abusos sexuais, físicos e psicológicos sofridos por milhares de menores em instituições administradas pelo Estado irlandês e a Igreja Católica.
Em um relatório publicado nesta segunda-feira, a AI na Irlanda tenta explicar por que a enorme quantidade de menores sofreu um tratamento "degradante" e "desumano" durante décadas neste país, indica no texto o diretor-executivo da organização, Colm O''Gorman.
Os detalhes dos abusos, casos de desnutrição e espancamentos cometidos por funcionários destas instituições e, em sua maioria, por padres católicos, vieram à tona nos últimos anos em quatro relatórios que comoveram o país.
O''Gorman, também vítima de abusos sexuais, observa que estas investigações relataram o que aconteceu com os menores, mas não o porquê.
"Estes abusos ocorreram não porque não sabíamos deles, mas porque muita gente em nossa sociedade preferiu ignorá-los. Não que todo mundo soubesse, mas muita gente em posições de poder optou por não agir", denunciou o ativista.
Em sua opinião, as atitudes da sociedade irlandesa frente à pobreza, tanto em nível "político como público", foram "fatores determinantes", como também o "medo" que a Igreja Católica provocava como instituição.
"A sociedade julgou e criminalizou os menores por serem pobres, em vez de entender os motivos que condenavam suas famílias a viver na pobreza", lamentou.
"O abuso de milhares de crianças irlandesas é, talvez, a maior tragédia humanitária na história do país. Muitos dos abusos descritos respondem à definição de tortura na legislação internacional sobre direitos humanos", afirma o dirigente da AI.
Em 2005, o "Relatório Ferns" revelou que na pequena diocese de Ferns, no sudeste da Irlanda, foram registrados mais de 100 casos de abusos sexuais cometidos entre 1962 e 2002 por padres católicos.
Quatro anos depois, o "Relatório Ryan" denunciava que milhares de menores haviam sido torturados em instituições estatais dirigidas por religiosos na Irlanda entre 1940 e 1990.
Nesse mesmo ano, o "Relatório Murphy" concluiu que na arquidiocese de Dublin, a maior do país, as autoridades católicas ocultaram o abuso de crianças cometidos por padres entre 1975 e 2004.
Em julho de 2011, o "Relatório Cloyne" estabeleceu que as autoridades eclesiásticas nesta diocese irlandesa ignoraram as denúncias sobre abusos sexuais cometidos contra menores por 19 clérigos.
Após sua publicação, o premiê irlandês, Enda Kenny, chegou a acusar o Vaticano de participar dessas manobras de ocultação e qualificou sua atitude como "vergonhosa".



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