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domingo, 25 de setembro de 2011

PEDOFILIA: COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER



Um dos maiores agressores à saúde emocional, mental e física do indivíduo é a agressão sexual. “É definido, pela Organização Mundial da Saúde, como a ocorrência de práticas sexuais entre um indivíduo maior de 16 anos com uma criança na pré-puberdade.

A psicanálise encara a pedofilia como uma perversão sexual. Não é uma doença, mas sim uma parafilia, um distúrbio psíquico que se caracteriza pela obsessão por práticas sexuais não aceitas pela sociedade, como o exibicionismo e o sadomasoquismo. Muitas vezes o pedófilo apresenta uma sexualidade pouco desenvolvida e teme a resistência de um parceiro em iguais condições. Sexualmente inibido, escolhe como parceiro uma pessoa vulnerável.”¹

Essa ocorrência tem se estendido para crianças cada vez mais jovens, chegando a ocorrer casos de abusos sexuais na primeira infância, ou seja, antes mesmo de completar seis anos de idade.
É indiscutível que as sequelas do abuso sexual a menores são devastadoras e se mantêm para toda a vida. Não apenas pelo aspecto físico mas, sobretudo das marcas emocionais que estes jovens vão ter de carregar ao longo de toda a sua vida. Para tudo isso contribui o fato de estes abusos sexuais serem frequentemente longos e vividos no mais completo silêncio. Um silêncio marcado pelo sofrimento que, após a revelação, continua a existir já que a investigação é morosa e, frequentemente, inconclusiva.

As investigações concluídas com êxito apontam como agressoras pessoas próximas à vítima. Fato que se explica pela “facilidade” do primeiro contato. Geralmente a vítima sofre abusos de pessoas conhecidas, que vivem e convivem no mesmo meio, que inspiram confiança e não medo. Eis aí o agravante e a dita “facilidade” do agressor. A partir daí o agressor mantém a vítima através de manipulação e ameaças, gerando o medo de denunciar e se mantém sob o domínio do agressor. Também podem ser pessoas com um poder extraordinário para persuadi-la e chantagear, podendo até exercer represálias sobre ela.

É certo que a maioria das crianças que sofrem de abusos sexuais normalmente não revela a ninguém o seu problema. Por vezes são tão imaturas a nível cognitivo e afetivo que nem se apercebem da gravidade da situação, e passam a acreditar que a culpa é delas. Normalmente, são crianças inseguras e com baixa auto-estima, que não têm confiança nos outros e temem que a sua imagem saia danificada. Receiam ainda a separação dos irmãos e familiares ou a vingança do agressor. Tudo se complica ainda mais quando o abusador sexual é alguém que frequenta a casa, um amigo da família ou então o próprio pai.

Há casos em que crianças molestadas sexualmente não tomam conhecimento do mal que sofreu até chegar à adolescência, onde os sintomas começam a aparecer em forma de doenças emocionais.
Nos casos onde a vítima percebe e consegue identificar que houve a agressão, pode haver o diagnóstico antes da manifestação dos sintomas na pré-puberdade ou puberdade. Para isso alguns sinais no comportamento da vítima devem ser considerados.

O diagnóstico destes abusos sexuais é difícil de ser efetuado, sobretudo quando não existem marcas fisicamente visíveis. Ainda assim, os médicos, psicólogos ou pedopsiquiatras possuem técnicas capazes de detectar situações deste gênero de uma forma indireta.

Aos pais e educadores no geral importa estarem atentos ao aparecimento de feridas físicas, a nível genital ou anal. Este tipo de indício tem de ser imediatamente investigado por uma equipe médica. Além disso, quando uma criança começa a verbalizar um conhecimento real de práticas sexuais há que colocar a hipótese de as ter vivenciado.

Para além destes sinais, existem outros de foro emocional, que incluem o medo (que surge de forma inexplicável e repentinamente) de pessoas estranhas ou de alguém em particular; reação fóbica à água ou ao momento do banho, comportamento este que não tem qualquer relação com uma experiência anterior traumática, como o perigo de afogamento.

Além disso, surge toda uma série de comportamentos/atitudes marcadas pela regressão, que inclui a adoção de comportamentos muito infantis e ansiosos (choro constante, tiques nervosos, voltar a chuchar no dedo, enurese (incontinência de urinas), entre outros.

Referencia:

1. Brasil Escola – Sociologia

Por: 
Brígida Oliveira Pedagoga – Orientadora Educacional


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